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Viana: Moradores do KM 30 agastados com administração local

Há quase três meses com intermitência no fornecimento de energia eléctrica, os moradores do Km 30, Distrito do Baia, dizem-se agastados com a situação, uma vez que não foram informados sobre alguma avaria ou trabalhos na rede.

“Quase três meses sem energia, como é que vamos viver? há pessoas que sobrevivem através deste bem, porque através dela podemos vender água fresca e outras bebidas”, disse Avelina Faria, moradora.

Para Carla Tamara, a falta de energia durante estes dias trouxe inúmeros prejuízos, uma vez que viu-se forçada a salgar os produtos congelados que reservava no frigorífico. “Num país normal seríamos pelo menos indemnizados, este governo até nos obriga a salgar frango, coisas que antes não aconteciam. Pagamos todos os meses as nossas faturas mas, ainda assim, parece que o nosso dinheiro é insignificante”, lamentou.

Por sua vez, André Paulo, lamenta o silêncio ensurdecedor da ENDE, bem como da administração local, que tem à cabeça Euclides da Costa. Para aquele morador, ter um administrador que não se preocupa com os populares é como ter um navio sem comandante. “Como é possível que um administrador que sabe que existe um hospital a poucos metros da sua administração e que precisa de energia para área laboratório, há uma esquadra bem próximo do seu local de trabalho que necessita de energia eléctrica para os seus serviços nocturnos e o senhor fica de braços cruzados a olhar?” questionou.

Alguns moradores ponderam marchar a direcção da ENDE na Vila de Viana, com vista a ver solucionada as suas reclamações.

“É revoltante, quando é no Maculusso estes senhores enviam comuicados na imprensa, mas quando é na periferia, nem querem saber se vivem pessoas ou não”, atiraram.

ENDE muda e surda

Por volta de alguns meses, este Portal contactou o porta-voz da ENDE, (por telefone) Pedro Bila, que num tom de arrogância, mostrou desconhecer o que se passava nesta circunscrição e mandou a nossa equipa de reportagem a procurar os serviços locais. No entanto, duas senhoras respondem pelo posto de atendimento da ENDE no Baia e, mostrando um desconhecimento absoluto do apagão, apenas gesticulam num tom de ‘também não sei’.

Administrador do ‘JAJÃO’

De recordar que, em Junho de 2017, Euclides da Costa, falando a Angop, havia garantido que estavam a ser construídos doze postos de transformação de energia eléctrica, que seriam instalados até ao mês de Agosto do ano em questão, no Distrito Urbano do Baia, no município de Viana, em Luanda, com vista a melhor o fornecimento de electricidade aos cerca de 52 mil munícipes daquela circunscrição. No entanto, o povo espera dois anos pela promessa do político que parecem ter caído em saco roto.

O Distrito Urbano do Baia, com uma população aproximada de 52 mil habitantes e composto pelos bairros do Tande, Musseque Baia e Casa Branca, é delimitado pelos municípios de Cacuaco, Icolo e Bengo, distrito do Zango e Viana sede.

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