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Angola gasta menos de 1% do PIB na produção científica

ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo (DR)

Angola tem um investimento débil na produção científica, por não atingir um por cento do PIB, tal como recomenda a UNESCO, informou ontem, em Luanda, a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com o Jornal de Angola, em declarações à imprensa, após o lançamento do Terceiro Inquérito de Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo avançou que os dados reportados entre 2011 a 2012, referem que Angola apenas investiu 0,07 por cento do PIB em ciência.

Ao referir que Angola está atrás de países como o Malawi, a ministra disse que o país já participou em duas campanhas internacionais que culminaram com a publicação de dados relativos à produção científica e desenvolvimento tecnológico e inovação.

O relatório de 2015 da UNESCO indica que Angola está numa posição desfavorável em relação ao número de artigos científicos, indexados em publicações internacionais.

No referido período, Angola tinha, apenas, dois artigos por um milhão de habitantes, ao passo que África do Sul havia publicado mais de cem artigos em revistas internacionais.

“O investimento em ciência tem uma relação com a capacidade de produção do novo conhecimento e com a capacidade de produtividade do país”, disse Maria do Rosário, que diz ter consciência da necessidade de se melhorar no campo da pesquisa e inovação, uma vez que o número de investigadores científicos, sobretudo doutores, é exíguo.

A ministra do Ensino Superior acrescentou que o inquérito, lançado ontem, é um compromisso do Executivo angolano em prosseguir com a recomendação internacional da UNESCO e das organizações da SADC.

Com o lançamento desta campanha de inquérito, as empresas e instituições do ensino superior são chamadas, ao longo deste ano, a prestarem toda a informação em curso na vertente da pesquisa científica e inovação.

Entretanto, o material recolhido vai merecer tratamento e interpretação, para apoiar as decisões de natureza política e melhorar o processo de investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Ao reiterar a produção científica nas universidades, a ministra salientou que os indicadores de ciência, tecnologia e inovação constituem instrumentos que permitem assegurar o apuramento de dados sobre ciência e aferir, de forma objectiva, o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

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