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Parque do Bicuar sem verbas para repovoamento

O projecto de repovoamento do Parque Nacional do Bicuar, localizado na província da Huíla, está condicionado, por razões financeiras, informou, nesta segunda-feira, o administrador daquela reserva, José Candungo.

O projecto de repovoamento, gizado em 2016, visa trazer à reserva animais como búfalo vermelho, elefante, zebra, guelengue, avestruz, empala, gazela, gnu e cahumba.

Segundo o administrador do parque, que falava à Angop, já foram feitos contactos com outros parques do país, assim como da Namíbia e do Botswana para a cedência destas animais, mas as dificuldades financeiras inviabilizaram o projecto.

Em causa está a falta de dinheiro para a compra e transporte desses animais para o Parque Nacional do Bicuar, de onde desapareceram devido a caça furtiva, uma actividade bastante comum na localidade desde 1979.

Salientou que o parque nunca beneficiou de um programa de repovoamento de espécies, sendo esse um projecto poderá enriquecer e diversificar a fauna.

Disse que o búfalo é o animal que constitui a mascote do parque, embora nunca mais tenha sido avistado na reserva, presumivelmente já não existe neste espaço.

Referiu que têm feito “pressão” junto do Ministério do Ambiente para que se criem políticas para a reintrodução destas espécies e que apoie o programa do Parque Nacional de Bicuari em trazer esses animais, para diversificar a fauna da reserva.

De acordo com o administrador, o gnu é um animal que abunda no Parque Nacional da Quiçama (Luanda/Bengo) e há um ano que os responsáveis do Parque Nacional do Bicuari procuram transferir entre 120 a 200 animais desta espécie para sua reserva, mas não tem sido possível por dificuldades logísticas e financeiras.

“Já o búfalo é encontrado na província do Cuando Cubango, enquanto outros animais como a empala e a gazela, existem no Parque Nacional do Iona (Namibe), mas falta apoio para o transporte desses animais. O Ministério do Ambiente deve criar mecanismos para facilitar esse processo”, apelou.

Disse haver também contacto com responsáveis de parques da Namíbia e Botsuana, para adquirir zebras, animais que não são encontrados em números aceitáveis em nenhuma reserva angolana.

Quanto ao orçamento do parque, deu a conhecer que o Parque Nacional do Bicuar recebe um subsídio de 200 mil kwanzas, em cada dois meses, do Ministério do Ambiente, para a alimentação dos 75 fiscais que trabalham no local, valor que considerou irrisório para as despesas do pessoal.

De acordo com o administrador, o parque carece de um orçamento de pelo menos oito milhões e 500 mil kwanzas por ano, para garantir a manutenção das infra-estruturas, melhorar os acessos, reparação dos meios de transporte, compra de material de trabalho, aquisição de combustíveis, entre outros gastos.

Acrescentou que trabalham no parque 75 fiscais, embora careça de 130 operativos para manterem em pleno a segurança do espaço.

Entre as espécies existentes no parque, o administrador destacou o elefante, a palanca, a gunga, a hiena, o leopardo, o leão, o bambi, o javali, o focacheiro, bem como várias aves e répteis.

Admitiu que ainda não se conseguiu fazer a estatística da população animal do parque, pela grandeza do parque e os poucos meios e homens que dispõe.

Frisou que os fiscais fazem apenas a inspecção do parque num regime do controlo da caça furtiva, por escassez de viaturas e há áreas em que os veículos não passam por falta de acessos, sendo essas zonas preferenciais dos animais.

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