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Álvaro Sobrinho ‘esqueceu-se’ de avisar Banco Valor

O conselho de administração do Banco Valor ainda não recebeu qualquer notificação do empresário e banqueiro Álvaro Sobrinho sobre a “declaração de renúncia” ao posto de presidente da entidade para o qual tinha sido indicado a 31 de Outubro, soube o VALOR da administração do banco.

Antes de tornada pública a declaração de renúncia, Álvaro Sobrinho e os seus colaboradores directos do banco, incluindo o próprio filho, Gonçalo Afonso Dias Madaleno, membro da comissão executiva, participaram numa reunião da direcção, por teleconferência, devido à ausência do gestor.

Mas Sobrinho não deu quaisquer pistas de que iria abandonar a pasta de ‘chairman’ do banco, facto que “surpreendeu” o conselho de administração e respectiva comissão executiva. “Não temos conhecimento desta declaração. Não nos foi feita nenhuma carta. E também não temos a certeza se terá sido ele [Álvaro Sobrinho] o autor. Pelos dados, entende-se que talvez seja ele. Mas não temos a certeza. Tanto é que não está assinada sequer”, contou, ao VALOR, um dos sete membros do conselho de administração.

Álvaro Sobrinho foi recolocado no banco como PCA em Outubro do ano passado, mas nunca iniciou funções. Nunca assinou documentos ou deu quaisquer ordens de serviços no banco. Segundo a fonte, enquanto o banco central não o autorizasse como membro dos órgãos sociais, “será imprudente” que o fizesse.

O banqueiro encontra-se fora do país há dias e deve chegar a Luanda ainda a meio desta semana. É esperado que o gestor e maior accionista do banco (com 56,5% das participações) conduza uma reunião em que esclareça o processo de avaliação de idoneidade, elaborado pelo BNA, assim como o seu futuro no banco.

Na carta que se supõe ser do empresário, amplamente reproduzida por diversos meios de comunicação social, Sobrinho faz duras críticas ao banco central, tendo qualificado a posição do BNA, no caso da avaliação da sua idoneidade, “eivada de falsidades e incorrecções”.

Questionado pelo VALOR sobre quando se pronunciaria sobre o processo de regresso de Álvaro Sobrinho ao comando do Banco Valor, o vice-governador do BNA, Rui Minguêns, limitou-se a garantir que o banco central se pronunciaria “quando chegar a altura”.

“Tal comunicação, além de não ter qualquer fundamento, é manifestamente ilegal: em primeiro lugar, a aferição do requisito de idoneidade já havia sido efectuada, nos termos do artigo 31.º; em segundo lugar, a lei não admite a suspensão do prazo de deferimento tácito”, lê-se na declaração que alegadamente terá sido escrita por Álvaro Sobrinho.

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