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Nyusi: “Obrigação número um da polícia moçambicana é dar resposta a ataques”

Polícia moçambicana anunciou, esta sexta-feira (25.01), ter detido “os cabecilhas do grupo” dos ataques armados em Cabo Delgado. Grupo assume ter ligações ao Al-Shabaab, mas nega envolvimento nos ataques em Moçambique.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, exigiu, esta sexta-feira (25.01), aos oficiais promovidos recentemente na Polícia moçambicana uma resposta sem “contemplações” aos ataques armados protagonizados por desconhecidos em Cabo Delgado, norte de Moçambique. “Não pode haver contemplações perante quem assassina o povo moçambicano”, disse o chefe de Estado moçambicano citado pela DW África.

Para Filipe Nyusi, que discursava na cerimónia de atribuição de patentes de oficiais promovidos na Polícia da República de Moçambique, é responsabilidade de cada membro das Forças de Defesa e Segurança garantir a segurança das populações de Cabo Delgado, que têm sido assassinadas e saqueadas por grupos desconhecidos desde outubro de 2017. “Esta é a obrigação número um de cada comandante, há que acelerar a reversão desta situação”, acrescentou.

Mais três detenções

Também na sexta-feira (25.01), a polícia moçambicana anunciou a detenção de três ugandeses suspeitos de serem os líderes dos grupos armados que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado.

Numa conferência de imprensa, em Nampula, Zacarias Nacute, porta-voz da Polícia moçambicana, disse que os homens agora detidos “são os cabecilhas do grupo de malfeitores que têm protagonizado” os ataques.

O grupo, que assume ter ligações com o grupo extremista Al-Shabaab no Uganda, mas nega o envolvimento nos ataques armados em Cabo Delgado, é composto por dois homens e uma mulher, que, segundo a polícia, seria a esposa de um dos líderes dos desconhecidos que têm protagonizado ataques em pontos recônditos daquela província.

“Através do cruzamento de informações obtidas no interrogatório deles foi possível desativar alguns acampamentos dos malfeitores”, acrescentou Zacarias Nacute, que não detalha a circunstância da detenção do grupo.

Um dos suspeitos disse à imprensa que o grupo viajou do Uganda para Moçambique para encontrar o seu líder, que estaria escondido nas matas da província de Cabo Delgado e supostamente a liderar os ataques.

“Eu sou o líder de um dos grupos do Al-Shabaab no Uganda, mas não faço parte dos grupos que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado. Nós viemos para Moçambique para resgatar o nosso líder que foi capturado”, afirmou.

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