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Jornadas Mundiais da Juventude: “Habemus Papam”

O papa vem a Portugal para as Jornadas Mundiais da Juventude, em 2022.

É caso para dizer que “há fumo branco”. Não porque haja um novo papa, mas porque o líder mundial da Igreja Católica vem (novamente) a Portugal. Em 2017, Francisco esteve em Fátima, numa visita apostólica a propósito do centenário das aparições. Agora, o papa Francisco volta a atender as preces dos portugueses, desta vez, para presidir às Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), em Lisboa, no verão de 2022.

Segundo avança a TSF, não que já não se soubesse, ainda que oficiosamente. Aliás, desde há, pelo menos dois meses, que muito se tem especulado sobre o assunto. E por isso mesmo, também muito se especulou sobre se a fuga de informação podia vir a ter o efeito contrário e levar o Sumo Pontífice a mudar de ideias.

Sinais surgiram em dezembro

Quando surgiu a notícia surgiu, pela primeira vez, em dezembro de 2018, causou mal-estar na Igreja Católica e na Presidência da República, porque o segredo devia ser mantido até que o papa fizesse o anúncio oficial.

Nada que tivesse atrapalhado António Marujo, o jornalista que revelou que Portugal ia receber as Jornadas Mundiais da Juventude em 2022, que afirmou, na altura, à TSF, não perceber o incómodo provocado pela revelação antes de tempo. “A decisão está tomada há meses, não há aqui nada de muito novo ou muito inesperado (…) Houve várias pessoas, em lugares de grande responsabilidade dentro da Igreja, que me confirmaram a notícia e me deram detalhes.”

Mas da Igreja veio opinião contrária. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, o padre Manuel Barbosa, disse, ao Jornal de Notícias, que “nunca, em nenhum outro país, aconteceu uma coisa assim”.

A verdade é que desde que se soube da notícia, os sinais começaram a adensar-se. Por um lado, pela voz do próprio padre Manuel Barbosa quando, em janeiro, após a reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima, veio dizer que “a ligação e o bom relacionamento com países de África poderão ser “mais-valias na candidatura portuguesa”, bem como a “hospitalidade” nacional.

“Magnífica notícia”

Por outro, a presença do Presidente da República português nas atuais Jornadas do Panamá veio reforçar aquilo que já toda a gente esperava, ou seja, Marcelo Rebelo de Sousa foi ao país receber a “passagem de testemunho”. Ele que, perante a ainda e só possibilidade de acolher o evento, disse ser “uma magnífica notícia”.

A organização das Jornadas é, de facto, um momento especial para o Presidente da República que, em 2017, se juntou à celebração do centenário de Fátima como Chefe de Estado e também “como peregrino” católico.

O número de católicos esperados nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Lisboa, é difícil de adivinhar. Este ano, no Panamá esperavam-se 300 mil pessoas, mas acabaram por comparecer 80 mil. Pelo contrário, quando a Polónia acolheu o evento, o Papa João Paulo II conseguiu reunir 4 milhões de fieis. Os Estados Unidos chegaram a unir 2 milhões de pessoas.

Papa conhecido pelo diálogo de diferenças

Mas independentemente dos números, para o jornalista da TSF, Manuel Vilas Boas, o que é importante, na vinda do papa Francisco a Portugal, é a sua capacidade de chegar mais longe através de um diálogo de diferenças.

O jornalista Manuel Vilas Boas destaca a importância do Papa escolher Portugal para as Jornadas Mundiais da Juventude
Lisboa receberá a 12ª edição da iniciativa e acolherá os atos principais, nomeadamente o fim de semana de celebração eucarística.

Este ano, entre os presentes nas Jornadas Mundiais da Juventude estiveram 300 portugueses, de 12 dioceses e seis congregações e movimentos: Salesianos, Caminho Neocatecumenal, Equipas de Jovens de Nossa Senhora, Juventude Mariana Vicentina, Schoenstatt e Focolares.

A delegação portuguesa inclui também seis bispos, nomeadamente D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família e bispo auxiliar de Lisboa, José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, Manuel Felício, bispo da Guarda, D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga e Virgílio Antunes, bispo de Coimbra.

O pedido oficial do cardeal patriarca de Lisboa, para receber as Jornadas Mundiais da Juventude, aconteceu no final de 2017, mas, efetivamente, a hipótese já estava a ser pensada em 2012.

A Suécia e a República Checa eram países apontados como fortes candidatos.

As edições anteriores aconteceram, na Alemanha, em 2005, na Austrália, em 2008, em Espanha em 2011, com o papa Bento XVI; no Rio de Janeiro, em 2013, e na Polónia, em 2016, com o Papa Francisco.

As Jornadas Mundiais da Juventude foram instituídas pelo papa João Paulo II e realizaram-se, pela primeira vez em 1986, em Roma. Repetem-se a cada dois ou três anos, numa cidade mundial diferente.

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