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Contradições marcam 5.º dia do caso “Burla Tailandesa”

O réu Manin Wanitchanon, em audiência no 5º dia de julgamento da “Burla Tailandesa”, disse que o cheque de USD 50 mil milhões pertence ao ex- presidente filipino, Ferdinand Marcos, contrariando as declarações do co-réu Raveeroj Ritchoteanan, que assume a titularidade dos valores, avança a Angop.

O referido cheque é a peça central do julgamento, que decorre no Tribunal Supremo, e os valores seriam investidos em projectos sociais em Angola, por via da empresa tailandesa Centennial Energy Comany, Limited.

A suspeita de autenticidade do cheque viria a ser questionada, no decorrer do processo, levando o Ministério Público (MP) a acusar os 10 réus de tentar burlar o Estado angolano.

Nas audiências anteriores, o réu Raveeroj Ritchoteanan (presidente da Centennial Energy Comany, Limited), questionado pelo júri se os valores monetários pertenciam ao ex-presidente filipino, negou tais alegações.

Porém, esta quinta-feira, Manin Wanitchanon, comunicólogo de 36 anos, disse que o seu próprio chefe (Raveeroj Ritchoteanan) o informou sobre a origem dos USD 50 mil milhões, quando se encontravam no aeroporto de Banguecoque, capital da Tailândia, horas antes de embarcar para Angola.

Adiantou que foi portadora do cheque uma funcionária do banco filipino que viajou de Manila, capital das Filipinas, para Banguecoque com tal propósito.

Durante o interrogatório, Manin, que trabalhou durante dois meses na Centennial Energy Comany, Limited, esclareceu que 38 dos USD 50 mil milhões serviriam para construir casas para o projecto Ondjango Yetu, ligado às Forças Armadas Angolanas (FAA) e gerido por Arsénio Manuel, co-arguido no processo 0001/18 (conhecido por “Burla Tailandesa”).

As residências seriam construídas no quadro de quatro acordos assinados entre a empresa tailandesa e o projecto Ondjango Yetu.

A sessão de julgamento de hoje previa interrogar três réus, mas foi ouvido um e os outros dois (Million Isaac Haile e André Roy) prestarão declarações a partir de segunda-feira, 28.

No julgamento do caso “Burla Tailandesa” constam 38 declarantes.

Entre os arguidos está o ex-director da extinta Unidade Técnica para Investimento Privado (UTIP), Norberto Garcia, outros três angolanos, quatro tailandeses, um canadiano e um eritreu.

Todos são acusados pelo Ministério Público de terem praticado crimes de falsificação de documentos, burla por defraudação, associação de malfeitores e branqueamento de capitais.

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