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Última Hora: Juan Guaidó proclama-se “presidente em exercício” da Venezuela

Com as ruas de Caracas marcadas pela confrontação, o presidente do parlamento autoproclamou-se chefe do Estado, na sequência do não reconhecimento da eleição de Nicolás Maduro e da tentativa de golpe de Estado denunciada há dois dias.

Contra e a favor do presidente Maduro. As ruas de Caracas e de outras cidades do país vivem momentos agitados com as manifestações que visam directamente ao Palácio de Miraflores, sede do governo de Nicolás Maduro. O último balanço aponta para a existência de quatro mortos nos protestos desta quarta-feira, dois dias depois de um golpe militar ter sido anulado no país.

Os protestos que estão a agitar a rua já fizeram quatro mortos até ao momento. Na data que comemora os 60 anos da queda da ditadura de Marcos Perez Jimenez, a 23 de Janeiro de 1958, foram marcadas manifestações para esta quarta-feira em ambos os lados da barricada: pelos movimentos contra o governo de Nicolás Maduro e também por aqueles que apoiam o presidente.

Na antecâmara das movimentações populares esteve há dois dias uma tentativa de golpe de Estado que acabou por ser reprimida pelo exército.

Num primeiro balanço, confirmado pela polícia e pelo Observatório de Conflitos Sociais, um jovem de 16 anos morreu num ajuntamento no bairro popular de Catia, na zona Ocidental da capital, Caracas. Foi também assinalada a morte de outras três pessoas durante as pilhagens que ocorreram no Estado de Bolívar, Sul do país.
Juan Guaido lidera opositores

Durante a noite foi queimada uma estátua do antigo presidente Hugo Chávez em San Félix, também no Estado de Bolívar, e com o nascer do dia opositores e apoiantes de Maduro começaram a convergir em locais distintos da capital e de outas cidades venezuelanas.

A liderar o movimento de oposição está agora Juan Guaido, o jovem presidente do Parlamento da Venezuela a quem Donald Trump já ofereceu o seu apoio, caso se declare o líder do país. As suas intenções parecem correr nesse sentido, já que Guaido está a tentar congregar toda a oposição numa causa única, procurando apoio para impor de imediato um “governo de transição” até à organização de novas eleições.

Os protestos da oposição também estão com o presidente da Assembleia Nacional: “Nós juntámo-nos para exigir que Guaido seja proclamado presidente. Não queremos mais Maduro, que é um usurpador. Estamos aqui para que seja restabelecida a democracia”, defendeu um professor, num dos ajuntamentos em Caracas, em declarações recolhidas pela France Presse.

em actualização…

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