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Alemanha suspende participação em resgates no Mediterrâneo

Operação Sophia da União Europeia, que combate o tráfico de pessoas na costa da Líbia desde 2015, não poderá mais contar com embarcações alemãs.

A Alemanha suspendeu sua participação na Operação Sophia da União Europeia, de combate ao tráfico de pessoas no Mar Mediterrâneo. Após o envio da fragata Augsburg para se juntar à operação, no início de fevereiro, nenhuma outra embarcação do país participará das patrulhas na costa da Líbia.

De acordo com a DW África, a operação foi lançada em 2015 com o objetivo de prender traficantes e interromper a cadeia do tráfico no Mediterrâneo. Ao mesmo tempo, se fornece treinamento para a Guarda Costeira da Líbia e se reforça o embargo sobre o comércio de armas com o país no norte africano, onde milícias rivais disputam o vácuo de poder criado após o fim da ditadura de Muammar Kadafi.

A Bundeswehr (Forças Armadas na Alemanha) informou que a operação da UE levou à prisão de mais de 140 suspeitos de tráfico de pessoas e resultou na destruição de mais de 400 embarcações. Os navios que integram frota europeia têm autorização para abordar e realizar buscas em barcos em águas internacionais, os quais podem ser confiscados e entregues a um dos Estados-membros da UE.

Milhares de embarcações partem da costa da Líbia rumo à Europa todos os anos. Até o momento, em torno de 49 mil migrantes já foram resgatados. Antes, eles eram trazidos para a Itália, segundo as normas da operação estipuladas em 2015. Com a mudança de governo em junho de 2018, porém, Roma passou a recusar as embarcações com refugiados do norte da África.

Como declarou no último domingo (19/01) o ministro do Interior do novo governo populista de direita da Itália, Matteo Salvini, a Guarda Costeira da Líbia obrigou 393 migrantes a retornarem ao país.

Desde maio de 2015 os soldados da Marinha alemã resgataram em torno de 22,5 mil pessoas em situação de perigo no Mediterrâneo. A fragata Augsburg deveria ser substituída pelo navio de abastecimento Berlin, o qual se encontra agora de prontidão, caso seja tomada uma nova decisão.

Apesar de não enviar mais navios para o Mediterrâneo, a Alemanha manterá dez soldados na base de operações, além de outros num navio-guia. O nome Sophia é uma homenagem a uma menina somaliana nascida a bordo da fragata alemã Schleswig-Holstein em agosto de 2015. Em dezembro, o mandato da operação fora renovado por mais três meses.

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