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Grávida morre depois de ser agredida fisicamente

Um homem foi detido na passada terça-feira pela Polícia Nacional no Zango III, município de Viana, em Luanda, por suspeita da morte, por agressão, da mulher que estava grávida de sete meses.

A gestante morreu no Hospital Geral de Luanda um dia depois de ter dado entrada na unidade hospitalar pública em estado crítico e com evidentes sinais de agressão física de que foi vítima numa discussão com o marido.

Londa Celestina tinha 35 anos e deixa três filhos, frutos de uma relação anterior, informou ontem, ao Jornal de Angola, Natalina Mário, irmã da vítima, que disse ter o cunhado batido “sem dó nem piedade” na mulher em estado de gestação.

Tudo começou quando, por volta da meia-noite de domingo, a ex-mulher de Mavinga António, identificada por Mimi e também moradora do Zango III, bateu à porta da casa da vítima, a quem pediu que fizesse acordar o marido para ser informado de que o filho estava febril.

Londa Celestina acordou o marido que, depois de ter sido informado, saiu de casa para cuidar da saúde do filho. Por volta das 6h00 de segunda-feira, regressou a casa a fim de se preparar para ir para o serviço. Duas horas depois e numa altura em que o marido não estava em casa, Londa Celestina dirigiu-se a casa de Paula, irmã da ex-mulher de Mavinga António, pedindo-lhe que não voltasse a bater à porta de casa a altas horas da noite. Paula estava com a irmã quando esta se dirigiu a casa do ex-companheiro.

A advertência de Londa Celestina enfureceu a ex-mulher de Mavinga António que, na companhia de Paula e de duas amigas, dirigiu-se a casa da primeira com intuitos agressivos, tendo aquela encontrado refúgio em casa de uma vizinha para evitar o pior.

No regresso do trabalho, Mavinga António discutiu com a mulher por não ter achado correcto ir tirar satisfações a Paula. Horas mais tarde, a mulher começou a contorcer-se de dores, mas o marido permaneceu indiferente, disse ao Jornal de Angola Natalina Mário, que criticou duramente a atitude do cunhado.

Um vizinho, quando se apercebeu do estado crítico da grávida, sugeriu a Mavinga António que levasse a mulher ao hospital, mas ele alegou que o carro estava sem combustível. Depois de o vizinho lhe ter emprestado dinheiro para abastecer a viatura, Mavinga António transportou a mulher para o Hospital do Zango, de onde foi transferida para o Hospital Geral de Luanda, devido ao estado crítico em que se encontrava.

A equipa médica que a atendeu decidiu fazer uma cesariana para salvar o bebé, mas foi infrutífera, por já estar morto quando Londa Celestina deu entrada no Hospital Geral de Luanda, onde minutos depois perdeu a vida.

“O meu cunhado é mesmo agressivo. Aliás, a minha irmã chegou a sair de casa por duas vezes devido à agressividade do marido”, explicou Natalina Mário. A médica que operou Londa Celestina disse que a gestante tinha sinais de agressão física, razão pela qual “decidimos apresentar uma queixa à unidade da Polícia no Zango na terça-feira”, que deu origem à detenção de Mavinga António. Estão também detidas a ex-mulher de Mavinga António e a irmã Paula.

“A minha irmã foi muitas vezes aconselhada a deixar o marido. Ela chegou ao ponto de ocultar à família os actos de violência do marido, até que chegou o dia da fatalidade que também tirou a vida daquela que seria a primeira filha do casal”, lamentou Natalina Mário. Os restos mortais de Londa Celestina vão hoje a enterrar no Cemitério do Benfica.

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