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Ataque a templo budista mata dois monges

Um ataque conduzido presumivelmente por forças insurgentes contra um templo budista localizado numa região de maioria muçulmana no sul da Tailândia matou, na noite de sexta-feira, dois monges e feriu outros dois religiosos, foi hoje divulgado.

Segundo avança o site Impala, o primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-ocha, condenou o ataque que matou dois monges e ordenou o início de investigações com o objetivo de encontrar os responsáveis.

O ataque ocorreu na província de Narathiwat, na fronteira com a Malásia, e foi realizado por cerca de uma dúzia de presumíveis insurgentes, munidos de armas automáticas, que abriram fogo no recinto religioso.

Este ataque, que foi precedido pela detonação de duas bombas que visaram patrulhas militares e que provocaram outros seis feridos na mesma província, aconteceu uma semana depois de o Governo tailandês ter convidado representantes insurgentes para conversações mediadas pela Malásia.

Os ataques com armas automáticas, assassínios e atentados com recurso a explosivos são frequentes nas províncias de Pattani, Yala e Narathiwat, apesar da forte presença militar naquela região, 40 mil elementos das forças de segurança destacados, e da vigência do estado de emergência naquela zona.

Cerca de 7.000 pessoas morreram em confrontos nesta zona desde que o movimento separatista muçulmano retomou a luta armada em 2004, depois de uma década de apaziguamento, segundo a organização Deep South Watch, entidade que promove a paz nas zonas de conflito no sul da Tailândia.

O último Governo eleito da Tailândia iniciou em 2013 um diálogo com os insurgentes desta região, de maioria malaia e muçulmana, mas o processo seria interrompido após o golpe de Estado de 2014.

A junta militar que governa a Tailândia desde então tentou retomar as negociações com os veteranos militantes no exílio, mas uma parte do principal grupo insurgente, a Frente Nacional Revolucionária, demarcou-se do processo.

Os rebeldes denunciam a discriminação que têm sofrido por parte da maioria budista e exigem a criação de um Estado muçulmano que integre as três províncias que formam o antigo sultanato de Pattani e que a Tailândia anexou há um século.

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