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Greve no CFL entra para sexto dia com corte dos serviços mínimos

A greve por tempo indeterminado dos trabalhadores do Caminho de Ferro de Luanda (CFL) entrou hoje (sábado) no seu sexto dia, com a paralisação dos dois últimos comboios, medida do sindicato que contraria a lei de greve 23/91 de 15 de Junho, que impõe a obrigatoriedade dos serviços mínimos, escreve a Angop.

Na estação de Viana, de onde parte todas as manhãs um dos dois comboios que prestava os serviços mínimos, o cenário é de portões encerrados.

No interior da estação o único movimento visível é do corpo de segurança que protege as instalações e o comboio que faz o percurso Luanda/Cuanza Norte/Malanje.

Nesta sexta-feira, sindicato e administração do CFL estiveram reunidos, mas não chegaram a acordo em relação à satisfação da exigência de aumento salarial em 80 por cento, uma das principais reclamações dos 19 pontos do caderno reivindicativo, daí terem decidido em cortar os serviços mínimos.

O braço de ferro entre a administração e os 950 trabalhadores do CFL dura desde segunda-feira (14), dia em que começou a greve na empresa ferroviária, o que obrigou a paralisar 15 dos 17 comboios diários. Apenas dois vinham assegurando os serviços mínimos.

Segundo o secretário para informação da comissão sindical do CFL, Loureço Contreiras, os trabalhadores abandonaram a mesa de negociações, por unanimidade, e decidiram paralisar os dois últimos comboios até que se resolva a questão salarial.

Explicou que o aumento a 80 por cento da massa salarial representa 50 por cento das exigências do caderno reivindicativo e até agora não receberam uma contra-proposta da entidade patronal.

Em relação à garantia da prestação dos serviços mínimos no período de greve, o porta-voz referiu que “a Lei não é clara por quanto tempo se devem manter”, daí decidirem pela paralisação total.

A propósito da decisão dos grevistas, o administrador para a área administrativa e financeira do CFL, Abel Lopes, disse que a resolução do único ponto relativo ao aumento do salário, na ordem de 80 por cento, está a depender da comissão negociadora, composta por membros dos ministérios das Finanças e da Administração Pública, Trabalho, Segurança e Social (MAPTESS).

A dificuldade, explicou, reside no facto de o CFL não ter capacidade financeira para atender estas exigências, nem tem possibilidade de apresentar uma contra-proposta.

A preocupação da falta de capacidade da empresa já foi apresentada ao Governo, para solucionar.

O CFL realiza diariamente 17 viagens de comboio suburbano de passageiros, o que lhe permite transportar, nos três serviços, perto se seis mil pessoas, que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda classe e 30 na terceira classe.

Desde segunda-feira, no âmbito do cumprimento dos serviços mínimos, imposto pela lei da greve, os trabalhadores mantinham em circulação dois comboios, sendo um no período da manhã às 7h00 de Viana ao Bungo e outro à tarde (16h00) no sentido inverso.

A corrida de Luanda ao Cuanza Norte ronda os mil 800 kwanzas e para Malanje o passageiro desembolsa três mil kwanzas, mas, em função da greve, o comboio para estas duas províncias não está a circular.

O caderno reivindicativo resume-se na melhoria das condições de trabalho, revisão da tabela salarial, actualização das categorias laborais, entre outros.

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