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Gestor recebe ultimato para reabertura de supermercado na Ganda

O ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, deu (quinta-feira), no município da Ganda (Benguela), um ultimato ao agente comercial/gestor do supermercado “Poupa Mais”, para sua reabertura no prazo de 45 dias, findo o qual será substituído, escreve a Angop.

A loja de proximidade “ Poupa Mais”, anterior Poupa-lá, encontra- se há mais de 15 dias encerrada por falta de produtos e/ou descapitalização do seu agente comercial, alegadamente por falta de divisas para importações de produtos e do fraco poder de compra da população.

Na visita ao referido estabelecimento, o ministro do Comércio constatou haver algumas dificuldades, começando pelo seu encerramento, situação discutida com a administração local para se encontrar uma solução.

O governante avaliou na Ganda o estado das infra-estruturas comerciais, com destaque para a referida loja de proximidade, concluindo que há necessidade de se dinamizar este segmento, para criação de postos de trabalho e funcionar como um elo na cadeia logística para o escoamento de produtos agrícolas do campo.

No encontro mantido com a administração local e o gestor do estabelecimento comercial Poupa Mais. recomendou-se a reabertura do estabelecimento no tempo estabelecido, evitando-se assim que junto do governo provincial proceda-se a um concurso público, a fim de encontrar outro agente interessado e capaz de desenvolver essa actividade na região.

Constatou-se ainda que os nove funcionários do supermercado estão há mais de sete meses sem salários, avaliados em dois milhões de kwanzas, tendo sido recomendado o seu pagamento num período não superior a 30 dias.

Nessa perspectiva, o ministro incentivou o gestor do Poupa Mais a recorrer a banca, de modo a garantir a captação de divisas necessárias para importação dos seus produtos. Foi igualmente recomendado que o mesmo recorra aos camponeses locais para adquirir produtos do campo, como batata, alho, cebola, milho, feijão, dentre outros.

Questionado sobre o Papagro, uma cadeia que nos últimos cinco anos deveria fazer a comercialização de produtos do campo, o ministro referiu que foi extinto, admitindo existir alguma dívida com alguns fornecedores.

Prometeu, sem adiantar o valor global, que a referida divida poderá começar a ser paga ainda no decorrer deste ano económico.

“Todos os operadores nessas condições devem entender a actual conjuntura económica e financeira que o país atravessa, tendo o montante do orçamento reduzido 30 porcento, mas esforços conjugados estão a desenvolvidos para honrar esse compromisso do Estado”, disse.

O ministro reafirmou a necessidade de ligação da cadeia logística para o escoamento da produção agrícola.

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