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Explosão de carro-bomba deixa onze mortos e 65 feridos em Bogotá

Um homem explodiu um carro-bomba nesta quinta-feira numa academia de polícia no sul de Bogotá. Onze pessoas morreram, inclusive uma cadete equatoriana, e 65 ficaram feridas no “ato terrorista insano”, segundo o governo.

O autor foi identificado pelo Ministério Público como José Aldemar Rojas Rodríguez, de nacionalidade colombiana, que entrou às 9h30 local, numa carrinha cinza, Nissan Patrol de 1993 na Escola de Oficiais General Francisco de Paula Santander, no sul da capital colombiana.

Rojas Rodríguez morreu no ataque, revelou à AFP um membro do MP, acrescentando que ainda não há informação sobre possíveis ligações do autor com grupos armados que operam no país.

Este “ato terrorista insano não ficará impune, os colombianos jamais se submetem ao terrorismo, sempre o derrotamos, esta não será a exceção”, disse o presidente Iván Duque em declaração à imprensa ao lado do procurador-geral, Néstor Humberto Martínez.

Duas equatorianas estão entre as vítimas, a cadete Erika Chicó, que morreu, e Carolina Sanango, que sofreu ferimentos leves.

Dois cadetes panamenhos ficaram feridos no atentado, de um grupo de 45 alunos da academia procedentes do Panamá, informou o presidente panamenho, Juan Carlos Varela.

O veículo, que, segundo o MP, tinha passado por uma revisão em julho de 2018 em Arauca (fronteira com a Venezuela), explodiu durante uma cerimônia de promoção de oficiais e cadetes.

“Ouvi como se o céu tivesse caído na minha cabeça. Foi uma explosão muito grande e, quando saí, havia muita fumaça”, disse Rocío Vargas, vizinha do local.

Segundo relatos da polícia, um cão farejador detectou os explosivos. Quando foi descoberto, Rojas acelerou o carro e atropelou um policial. Três militares foram atrás do veículo que, segundos depois, explodiu.

Esse é o pior ato de terror na capital colombiana desde fevereiro de 2003, quando os rebeldes do atual partido Farc detonaram um carro-bomba no clube El Nogal. Trinta e seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

– ‘Não vamos ceder’ –

Diante do ataque, o presidente Duque precisou voltar às pressas para Bogotá, após cancelar um evento de segurança em Quibdó (noroeste).

“Eu dei a ordem às forças militares e à polícia nacional para mobilizar todas as suas capacidades de inteligência e determinar, em coordenação com o Ministério Público, quem é responsável por este ataque covarde e impedir qualquer ação criminosa”, disse.

Ele também alertou: “Nunca vamos ceder a atos de terror, a Colômbia é firme e não se intimida”.

Duque, que assumiu o cargo em agosto de 2018, tem endurecido a política de combate às drogas no país, maior produtor de cocaína do mundo, e estabeleceu condições para reavivar as negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha ativa no país.

Nenhum grupo reclamou a autoria do ataque, e as autoridades não revelaram suas hipóteses sobre a autoria intelectual do ato.

Além do ELN – que, no passado, admitiu ataques com explosivos contra a polícia -, também operam no país gangues de narcotráfico de origem paramilitar e dissidências das Farc, que lutam pelo controle territorial em meio a uma espiral de violência seletiva contra líderes sociais, que já deixou 438 mortos desde janeiro de 2016.

Há um ano, a polícia também foi alvo de um ataque a bomba dentro de uma delegacia em Barranquilla. Seis militares morreram e 40 ficaram feridos. Dias depois, o ELN, cuja delegação de paz está em Havana, assumiu a ação.

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