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Desalojados do Baleizão colocados em tendas

As três tendas disponibilizadas, no bairro da Paz, no município do Sambizanga, pela Administração do Distrito Urbano da Ingombota para acolher as 114 pessoas, entre adultos e crianças, desalojadas do edifício Seiscentista, no Baleizão, em Luanda, não reúnem as mínimas condições de habitabilidade, disse ao Jornal de Angola um dos moradores.

“Eles querem nos colocar em tendas. E isso não é justo. É desumano”, lamentou o morador Dala Custódio, 61 anos, tendo afirmado que a ideia da Administração do Distrito Urbano da Ingombota é alojar as 24 famílias nessas três tendas, colocando os homens dum lado e mulheres do outro.

Por causa desse impasse, onze dias depois de terem sido desalojados, as 24 famílias continuam a passar o dia ao relento, situação que tem contribuído para aumentar os problemas no seio daqueles populares.

A situação dos moradores tornou-se ainda mais complicada depois de a Administração do Distrito Urbano da Ingombota fechar os acessos ao edifício com blocos de betão e com todos os pertences deles lá dentro, denunciou o morador, tendo reforçado que tem passado “fome e sede, porque o fogão e a comida estão no apartamento”.

A falta de água para beber e tratar da higiene pessoal é apontada pelos moradores como o principal problema. Dala
Custódio, que falava em nome de todos os moradores do edifício, acrescentou que quando a sede aperta têm de consumir o líquido que jorra de um esgoto que fica bem ao lado do edifício.

O Jornal de Angola contactou ontem Francisco Alexandre, director do Gabinete de Comunicação e Imagem da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, a fim de saber como este caso está a ser tratado a nível daquela instância do poder local, mas este disse não dispor, por enquanto, de informações sobre como é que este caso vai ser resolvido nos próxinos dias pelas autoridades.

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