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Ponte sobre o rio Keve pode desabar a qualquer momento

Desde o ano de 1999, que os automobilistas alertam as autoridades sobre o perigo que se tem estado a correr durante a circulação sobre a ponte do rio Keve, na estrada nacional 100, que liga a cidade do Sumbe ao município de Porto Amboim (Cuanza-Sul) que apresenta fissuras graves e aos poucos vai agravando-se e pode a qualquer momento, cortar a comunicação entre as províncias do sul e as do norte, caso não se façam obras para a sua urgente recuperação.

Que o digam os camionistas, que diariamente percorrem as estradas do Sul de Angola e que ligam as províncias do Norte, transportando vários bens e serviços. É verdade que uma nova ponte, de um quilómetro teria já sido construída sobre o rio Keve para uma maior fluidez na circulação rodoviária, mas ao que se sabe, até ao momento nada foi feito. Por outro lado, até os postes de iluminação ali colocados foram empurrados pelos automobilistas que por ali circulam, na tentativa de esquivar as fissuras e aberturas que a ponte possui, sendo que os automóveis também não são poupados nesta situação e as vezes acabam mesmo danificados.

Manuel André, de 47 anos de idade dos quais 10 entregues ao volante garantiu a nossa reportagem que o estado actual em que se encontra a ponte sobre o rio Keve é um autêntico perigo, principalmente, para quem circula com camiões carregados pois, segundo conta, sente-se logo a mesma abanar com o peso da viatura.

“A ponte é muito antiga e o seu tempo de vida útil chegou ao fim e isso nota-se logo nas fissuras que ela apresenta, por mais terra que alguns automobilistas colocam nas suas divisórias para minimizar a situação em nada serve porque cada vez que mexe tudo volta à mesma”, disse Carlos para mais adiante frisar que o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), em 2009, já tinha alertado que uma nova ponte deveria nascer naquele local, mas até hoje, 10 anos depois nada se fez.

Mateus Domingos, de 34 anos, diz circular todos os santos dias sobre a ponte e segundo disse, o barulho que faz quando passa um camião de grande porte mete medo.

“Todos os dias passo por aqui, porque o meu trajecto é a cidade da Gabela ao Porto Amboim. Já presenciei um camião Chinês carregado de manilhas de betão por cima da ponte a mexer e tive logo a impressão que iria desabar, tive de recuar e aguardar porque a ponte mexia muito e fazia um barulho que mostrava que iria ruir”, disse o jovem condutor.

Quem também teme pelo desabamento da ponte, é Augusto Henriques camionista proveniente da província da Huíla. Para ele, o perigo é iminente e solicita a quem de direito no sentido de tomar as devidas medidas e precaução caso contrário, num curto espaço de tempo podem perder-se vidas humanas naquele local.

“Com o desabamento da ponte, o constrangimento será maior não só para os que vivem no Sumbe ou em Porto Amboim, mas para muitos de nós que todos os dias passamos com mercadorias de Luanda para o Sul do país. O governo local deve acelerar o governo Central para suspender a circulação nesse troço e orientar as obras de restauro”, disse.

Especialista diz que o alerta é vermelho
José Sapalo, engenheiro de construção Civil assegurou à reportagem do Portal de Angola que a situação é preocupante e o actual governador, Job Capapinha, deve trabalhar no sentido de se inverter o actual quadro da ponte, pois não só vai inviabilizar os populares, mas também a actividade governativa.

“Tendo em conta a necessidade de maior segurança, qualidade e durabilidade da obra o governo central tem de dar as obras a empresas credíveis e não as que roubam dinheiro e nada fazem. Quando uma ponte perde segurança a primeira posição do governo é reabilita-la, certo é que os pilares de apoios estão todos inseguros e as juntas estão a separar-se”, explica, afirmando que o trabalho deve começar agora e não deixar para depois porque pode desabar a qualquer momento e são vidas humanas em risco diariamente, um problema que se verifica também no rio Cambongo.

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