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Orçamento para 2019 domina assembleia da FAF

Numa altura em que a Federação Angolana de Futebol (FAF) se debate com problemas de vária ordem, com realce para o financeiro, o órgão reitor da modalidade no país agendou para este sábado a sua assembleia geral ordinária, onde o ponto fulcral será a aprovação do orçamento para 2019.

A decorrer na sala de conferências do Hotel Plaza, em Talatona-Luanda, a partir das 10 horas, a família do futebol terá muito que discutir sobre esta temática, por ser o “calcanhar de Aquiles” da direcção da FAF, presidida por Artur Almeida e Silva.

Muitas são as demarches feitas pela actual direcção para colmatar essas vicissitudes, com acordos de parcerias e patrocinadores.

Apesar de surgir já no último ano de gestão de Pedro Neto, o acordo rubricada com a ZAP é o mais sonante, sendo o patrocinador oficial do Campeonato Nacional de futebol da primeira divisão (Girabola), que já dura três anos.

Mas a direcção de Artur Almeida e Silva tem estado em conversações com este patrocinador para rever as formas de distribuição dos valores atribuídos aos clubes, cujos moldes actuais, que privilegia os “grandes”, considera “injustos”.

As dificuldades financeiras do órgão reitor surgem em virtude de um passivo deixado supostamente pela antiga gestão, que Artur Almeida acusou, recentemente, de ter deixado muitas dívidas.

Em Julho do ano passado, o presidente da FAF disse à imprensa que a organização que superintende o futebol angolano tem avultadas dívidas em dinheiro, uma dessas fez com que o Banco de Poupança e Créditos (BPC) retivesse 25 milhões de kwanzas, disponibilizados pelo Ministério da Juventude e Desportos, por a federação ter uma dívida com este banco de mais de 390 milhões de kwanzas.

Esta situação causou constrangimentos à FAF, que contava com o dinheiro para comprar bilhetes de passagens para os atletas da selecção nacional, que na altura tinham compromissos internacionais.

De acordo com o dirigente, o órgão tem igualmente dívidas avultadas de instituições públicas, como a TAAG, ENSA e a Segurança Social.

Para que esta questão seja ultrapassada, o presidente da FAF já sugeriu que os ministérios das Finanças e da Juventude e Desportos assumam este passivo, por considerar o valor muito elevado.

A FAF pretende igualmente fazer arrancar, em 2020, a liga profissional angolana. Para a materialização deste projecto, face às dificuldades financeiras que os clubes atravessam, o seu presidente adiantou que a instituição vai disponibilizar, numa primeira fase, cem milhões de kwanzas.

Com certeza este será um dos temas a debater nesta assembleia geral ordinária, que vai ainda aprovar o plano de actividades para o ano corrente.

Antes do debate destes pontos da agenda da reunião colegial, os filiados da entidade vão apreciar e aprovar a acta da Assembleia-geral ordinária anterior.

Na parte final do encontro, o elenco de Artur Almeida e Silva vai fazer uma abordagem sobre o estado actual do futebol nacional.

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