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Morreu a primeira semente a brotar no lado oculto da Lua

Tecnologia ao Minuto

(DR)

A semente de algodão que esta semana brotou no lado oculto da Lua, num feito inédito alcançado por uma missão espacial chinesa, morreu durante o início da noite lunar, quando a temperatura atinge 170 graus negativos.

A televisão estatal chinesa CGTN informou hoje que as fotos difundidas na terça-feira, da semente a brotar, foram tiradas no domingo, antes de a nave entrar em modo de poupança de energia, durante a noite lunar, que equivale a 14 dias terrestres.

A sonda Chang’e 4, que é o nome da deusa chinesa da Lua, pousou na superfície lunar em 03 de janeiro e levou sementes de algodão, colza (uma planta usada no fabrico de óleos), batata, uma planta com flor muito usada em estudos genéticos (chamada Arabidopsis), ovos de mosca da fruta e algumas leveduras, visando criar uma “mini biosfera simples”, segundo a agência oficial Xinhua.

As imagens enviadas pelo Chang’e 4 mostravam uma semente de algodão a brotar, um feito difícil: as temperaturas na superfície lunar podem exceder os 100 graus Celsius, durante o dia, e 100 negativos, durante a noite, para além de maior radiação solar e uma gravidade menor do que na terra.

Segundo Xie, a experiência serviu para obter uma “imensa quantidade de informação valiosa”.

A ideia de levar à Lua material biológico foi selecionada entre 257 sugestões recolhidas, em 2016, entre estudantes universitários e de institutos chineses.

A Agência Nacional Espacial da China explicou que os organismos se decompõem gradualmente no recipiente em que foi realizada a experiência, e que não causarão nenhum dano ao ambiente lunar.

As experiências estão a ser realizadas numa espécie de “estufa” espacial, um recipiente capaz de manter a temperatura entre um e 30 graus, permitindo a entrada de luz natural, água e nutrientes.

O fabrico do referido dispositivo, um cilindro de alumínio com 18 cm de altura e 16 de diâmetro, e que pesa três quilos, custou mais de 10 milhões de yuan (1,29 milhão de euros).

As primeiras plantas floriram no espaço há mais de 30 anos, quando a tripulação da estação espacial Saliut-7, pertencente à antiga União Soviética, cultivou a bordo algumas Arabidopsis, que atingiram um ciclo de vida de 40 dias.

Na estação russa Mir, entre 1996 e 1997, cultivou-se trigo, obtendo-se flores e sementes. Em 2016, a Estação Espacial Internacional conseguiu fazer brotar flores zínias.

A China anunciou na terça-feira a intenção de continuar a expandir o seu programa de exploração do espaço, com o objetivo de coletar amostras na Lua, durante este ano, e em Marte, em 2020.

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