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Facebook vai investir USD 300 milhões em projectos jornalísticos

(AFP/Arquivos / Lionel BONAVENTURE) Logo do Facebook

O Facebook investirá 300 milhões de dólares nos próximos três anos em projetos jornalísticos, principalmente para promover a informação local, que mais sofre com os efeitos da revolução digital, anunciou a empresa nesta terça-feira (15), escreve a France Press.

A medida chega em meio aos questionamentos às plataformas pelo seu quase monopólio da publicidade on-line, o que dificulta a transição dos veículos de imprensa para o digital.

“Vamos continuar a luta contra as informações falsas, desinformação e informações de baixa qualidade”, disse na rede social Campbell Brown, vice-presidente responsável pelo relacionamento com a mídia.

“As pessoas querem mais informações locais, e as redações locais buscam mais apoio” (…). “Temos a oportunidade e a responsabilidade de ajudar os meios de comunicação locais a crescerem e terem sucesso”, acrescentou.

“Por isso anunciamos hoje um maior esforço sobre as notícias locais nos próximos anos”.

Segundo uma pesquisa realizada em 2018 pelo Pew Research Center, nos Estados Unidos as mídias sociais tomaram o lugar dos jornais escritos como principal fonte de informação: 20% dos adultos afirmaram se informar principalmente pelas mídias sociais, contra 16% que priorizam os jornais.

O Facebook, que foi criticado por permitir a manipulação do seu feed de notícias, afirmou que não quer ser uma organização de meios que toma decisões editoriais e que quer apoiar o jornalismo e os esforços direcionados a lutar contra a desinformação.

Neste contexto, a companhia financiou projetos de verificação de notícias no mundo todo, incluindo um em associação com a AFP.

Nikki Usher, professor de estudos de mídia da Universidade George Washington, considera que o esforço “é um pouco ilusório porque não é fácil definir o que é local para o Facebook”.

Segundo Usher, a iniciativa poderia significar uma ajuda para grandes jornais regionais e redes de televisão locais, mas pode não ter impacto nas pequenas publicações, que são uma parte importante do ecossistema das notícias.

A iniciativa do Facebook é “muito dinheiro em certo sentido, mas em outro sentido não é tanto, é o equivalente aos rendimentos de um grande jornal”, opina Dan Kennedy, professor de jornalismo da Universidade Northeastern, em Boston.

– ‘Trazendo histórias para casa’ –

A plataforma, que tem 2,2 biliões de usuários ativos, criará, entre outras coisas, um fundo especial de USD 5 milhões em colaboração com o Centro Pulitzer para financiar projetos de reportagens multimídia em veículos locais, no âmbito de um programa chamado “Bringing Stories Home” (‘Trazendo histórias para casa’).

A companhia também indicou que dará seis milhões à Community News Project, uma plataforma baseada no Reino Unido que se associa com organizações de meios de comunicação e o Conselho Nacional para a formação de jornalistas.

Além disso, a rede social indicou que está expandindo seu projeto-piloto Accelerator, lançado nos Estados Unidos em 2018 para ajudar as redações locais com as assinaturas.

O Facebook investirá cerca de 20 milhões para dar continuidade a esta iniciativa nos Estados Unidos e expandi-la globalmente.

Em janeiro de 2017, a rede social apresentou o “Projeto de Jornalismo do Facebook” para “fortalecer os elos” da plataforma com a indústria dos meios de comunicação.

Na época, o objetivo era oferecer aos meios soluções para melhorar a renda que obtinham com sua presença no Facebook e desenvolver trocas entre a rede social e os meios de comunicação.

O valor investido nessa iniciativa não foi divulgado.

Em março de 2018, o Google também anunciou USD 300 milhões para uma série de projetos destinados a combater informações falsas e apoiar os veículos considerados confiáveis.

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