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Munícipes de Viana lamentam greve no CFL

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Os munícipes de Viana manifestaram-se, nesta segunda-feira, preocupados face a greve dos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL), por criar constrangimentos nas deslocações ao centro da capital do país.

Os trabalhadores do Caminho de Ferro de Luanda (CFL) iniciaram nesta segunda-feira uma greve geral, por tempo indeterminado, levando à paralisação de 89 por cento dos 17 comboios que operam no trajecto Bungo/Baia.

Em causa está a falta de acordo entre o sindicato dos trabalhadores e a entidade patronal à volta de um caderno reivindicativo de 19 pontos.

Os grevistas exigem, entre outras medidas, um aumento salarial na ordem de 80 por cento, subsídio de alimentação, transporte e de instalação.

Com o início da greve, por tempo indeterminado, os comboios de carga e os de passageiros interprovincial (Luanda/Cuanza Norte/Malanje), que fazem duas corridas semanais, ficam totalmente paralisados.

Em declarações à Angop, o utente Filipe Francisco realçou que esse meio de transporte tem facilitado bastante para chegar ao serviço, lamentando, desta forma, pelos constrangimentos criados com a paragem dos comboioos.

Já Maria Rodrigues precisou que o comboio tem ajudado nas suas deslocações ao mercado do 30 para efectuar as suas compras.

Por seu turno, Pires Mateus lança um apelo a direcção do CFL, bem como a comissão sindical para que nos próximos dias possam chegar a um entendimento para se pôr fim a paralisação.

De acordo com a direcção do CFL, a partir desta segunda-feira, vão ser prestados apenas serviços mínimos, circulando um comboio de manhã no sentido Viana/Bungo e outro às 16 horas, na direcção inversa, podendo transportar pouco mais de 200 pessoas por viagem.

O caderno reivindicativo dos funcionários do CFL comporta 21 pontos, que se resumem na melhoria das condições de trabalho, revisão da tabela salarial, actualização das categorias laborais, entre outros.

O CFL, recorde-se, realiza diariamente 17 viagens de comboio suburbano de passageiros, transportando nos três serviços perto de seis mil pessoas que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda classe e 30 na terceira classe.

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