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Ex-ativista de extrema-esquerda chega a Itália para cumprir perpétua

Cesare Battisti é escoltado nesta segunda-feira (14), após descer de avião que o trouxe da Bolívia até Roma, na Itália — (Foto: Alberto Pizzoli / AFP)

O ex-ativista de extrema-esquerda Cesare Battisti, condenado pelo seu envolvimento em quatro assassinatos e expulso da Bolívia no domingo, chegou hoje a Itália para cumprir uma pena de prisão perpétua após décadas foragido.

De acordo com o Notícias ao Minuto que cita a Lusa, o avião aterrou em Itália às 11:36 (10:36 em Lisboa) no aeroporto romano de Ciampino, sob as objetivas de uma centena de fotógrafos e jornalistas que o esperavam na pista.

Cesare Battisti, de 64 anos, desceu do avião a sorrir e sem algemas, rodeado por uma dúzia de policias que imediatamente o levaram sob fortes medidas de segurança em direção à prisão de Rebibbia, em Roma.

O avião com bandeira italiana deixou Santa Cruz, no leste da Bolívia, no domingo onde Battisti foi preso ao final da tarde de sábado.

Os ministros italianos do Interior, Matteo Salvini, e da Justiça, Alsonso Bonafede, congratularam-se com a detenção de Battisti, considerando que finalmente estava feita justiça.

Cesare Battisti foi condenado pela primeira vez na década de 1980 a 13 anos de prisão por pertencer ao PAC, um grupo de esquerda muito ativo no final dos anos 1970 e considerado um “terrorista” por Roma.

O homem escapou em 1981 e foi condenado à revelia a prisão perpétua por quatro homicídios e cumplicidade em homicídio.

Depois de passar quase 15 anos em França – depois do presidente François Mitterrand ter prometido não extraditar ex-militantes que desistiram da luta armada -, vivia no Brasil desde 2004.

A 13 de dezembro, um juiz do Supremo Tribunal do Brasil ordenou a sua prisão “com o propósito de extradição”.

No domingo, Battisti foi encontrado através de geolocalização do telefone em Santa Cruz, na Bolívia, tendo sido detido pelas autoridade bolivianas e italianas.

Battisti pediu o estatuto de refugiado político à Bolívia, mas as autoridades de La Paz recusaram o pedido.

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