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Pesca artesanal com índice baixo na Huila

PESCA ARTESANAL (AMPE-ROGERIO)

Os níveis de pesca artesanal na província da Huíla, baixaram consideravelmente de 70 mil e 215 quilogramas, em 2017, para 48 mil e 776 no ano seguinte, fruto da falta de apoios materiais às associações de pescadores desde 2009, o que fez com que muitas desistissem da actividade.

A informação foi avançada hoje (domingo) à Angop, no Lubango, pelo chefe do departamento de Pescas e Aquicultura do gabinete provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, José Maria Candungo, tendo afirmado que controlavam 37 associações de pescas a nível da província, mas actualmente o número reduziu para 13 em funcionamento.

Disse que desde 2009 que não recebem materiais como redes, boias, canoas, anzois, fios, para a prática da actividade e por isso, os associados foram desistindo com o passar dos anos, pois o material está degradado e muitos não têm possibilidade financeira de obter por conta própria, embora alguns façam a aquisição em mercados paralelos.

Explicou que da captura registada, destacaram-se as espécies de quimaia, bagre, sardinha, peixe tigre, banda, chimbululu e a vimimia, capturadas nos municípios da Matala (26.387 quilos), Quipungo, (2.714), Cuvango, duas (11.845), Jamba (5.904), Humpata (811) e Caluquembe (1.115 quilos).

Em relação a aquicultura, José Maria Candungo referiu que tiveram um total de 27.800 quilos de captura da espécie de cacusso em 2018, contra as 3.200 quilos do ano anterior, provenientes das fazendas Anjyamp (26.600), Mbij Yetu/ Caliv (950) e a Calhata (300).

“Os fazendeiros não têm áreas de conservação que possam-lhe permitir fazer grandes quantidades de captura durante o dia e entrar em congelação para posterior comercialização, assim têm adoptado o modelo de encomenda, pescam apenas as quantidades que são encomendados a nível do município para comercializar”, explicou.

Os aquicultores trabalham com electrobombas para a mudança de água, alguns destes tanques são zonas com escassez de água e margem da situação disse que existem contactos de alguns investimentos feito pelos fazendeiros com diversos bancos e esperam que em pouco tempo possam responder positivamente e dobrar a colheita actual.

Salientou que o sector está preocupado com a aquisição de meios para fortificar as fazendas aquícolas e fortificar os associados a pesca artesanal, de maneira que registem um número maior de capturas e a população tem acesso ao pescado de água doce, dai que os mesmos devem manterem-se unidos para assim tornarem-se fortes e corresponderem com aquilo que é a luta da pobreza no seio das comunidades.

Fez saber que o departamento perspectiva impulsionar a fazenda “Ouro Verde” que já tem estrutura feita que quer explorar a aquicultura na espécie de cacusso e o “Quinta Solar” na comuna da Huíla que prática apenas a pesca desportiva.

Consta ainda das prioridades capacitar as associações de pesca artesanal, continuar a proceder o levantamento dos aquicultores existentes na província e analisar os índices de produção, bem como sensibilizar a população a prática da actividade, controlo efectivo dos dados estatísticos realização de workshop sobre aquicultura e o acompanhamento técnico aos aquicultores.

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