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Mais de 30 pessoas morrem de raiva na Huíla

A raiva matou nove dos dez pacientes que se encontravam internados no Hospital Provincial do Zaire em março, situação que preocupa as autoridades sanitárias (DR)

Trinta e uma pessoas morreram de raiva em 2018 na província da Huíla, um aumento de 13 casos em relação ao igual período anterior, sendo a falta de vacina anti-rábica apontada como a principal causa das mortes com vítimas menores de idade.

A informação foi avançada sábado à Angop, no Lubango, pelo técnico provincial de vigilância epidemiológica do departamento de saúde pública na Huíla, Hélio Chiangalala.

O técnico salientou que o número de casos tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos dois anos pelo facto da província não receber vacinas regularmente.

De acordo com o responsável, a taxa de mortalidade em 2018 foi de 100 por cento, dos 31 casos registados todos resultaram em morte, sendo que o município do Lubango foi o mais afectado com nove casos, Chipindo oito, Caconda quatro, Gambos três, Jamba, Cuvango, Matala e Quipungo cada com dois casos respectivamente.

Reconheceu ser necessário que se estendam as campanhas massivas de vacinação anti-rábica para animais transmissores a nível província, que deixou de ser feita há três anos, com vista a salvaguardar as vidas humanas, mas alerta que esta não é uma responsabilidade do departamento, mas sim da direcção de veterinária.

“Os serviços veterinários devem fazer a sua parte, vacinar a população canina, gatos e macacos, bem como a construção de canil e gatil de modo a ter controlo dos cães vadios que representam perigo a integridade física das pessoas”, frisou.

Quanto à disponibilidade de vacinais, referiu que a reposição de stock é feita de forma faseada, dependendo da central em Luanda, mas que nos últimos anos tem se registado muita ruptura no abastecimento, daí que até ao momento a direcção de saúde pública esta sem as doses já há três meses.

Por outra, disse que o município do Lubango beneficiou de dois abastecimentos de vacinas ao longo do ano findo, num total de 465 lotes, que segundo a fonte é insuficiente para o departamento que atende em média, por dia, 45 a 60 casos de mordeduras caninas,

Deu a conhecer que só no Lubango em 2018 foram registados um total de dois mil e 999 casos de mordeduras caninas, em relação ao mesmo período de 2017, houve um aumento mil e 438 casos.

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