Portal de Angola
Informação ao minuto

Brasil volta a pedir solução pacífica para conflito entre Venezuela e Guiana

Ernesto Araújo em foto de 2 de janeiro. (EFE/ Antonio Lacerda)

O Brasil reiterou neste sábado sua posição para que o conflito territorial entre Guiana e Venezuela, por águas que ambos os países reivindicam como suas, se resolva de maneira pacífica e se ofereceu para atuar como mediador “quando houver um governo legítimo” em Caracas.

“O Governo brasileiro reitera ao povo venezuelano e às autoridades legítimas da Venezuela seu compromisso de favorecer a solução pacífica da controvérsia territorial entre a Venezuela e a Guiana”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota divulgada neste sábado, na qual também fez um chamado para que “as partes evitem ações capazes de pôr em risco a paz e a segurança na região”.

Segundo informa a EFE a mensagem dá após o pronunciamento do presidente Nicolás Maduro, na última quinta-feira, quando ele ordenou que o alto comando venezuelano preparasse exercícios militares poucos dias depois de um incidente entre a Marinha venezuelana e dois navios da empresa Exxon Mobil, que exploravam, no final de dezembro, águas reivindicadas como suas por Venezuela e Guiana.

Maduro expulsou os navios da região que a Venezuela alega que lhe pertence, e afirmou que se tratou de uma “jogada imperialista de provocação” e uma “incursão ilegal em mar jurisdicional venezuelano”.

Na nota da Chancelaria, o Brasil também se ofereceu a mediar um diálogo entre as duas nações quando houver um governo “legítimo” na Venezuela.

“O Governo brasileiro estará pronto a contribuir junto à Venezuela para um diálogo frutífero com a Guiana, e vice-versa, quando haja um governo legítimo em funcionamento em Caracas.”.

O Brasil já tinha anunciado sua posição de buscar uma solução pacífica para o conflito territorial entre Venezuela e Guiana, em uma declaração conjunta do Grupo de Lima.

A declaração do Grupo de Lima, assinada pelos 14 países membros, exceto o México, declarou ilegítimo o novo mandato de Nicolás Maduro, que começou no dia 10 de janeiro, e fez um chamado a esse “regime” e às Forças Armadas da Venezuela para que “desistam de ações que violem os direitos soberanos dos seus vizinhos”.

Na nota divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores hoje, o Brasil voltou a reiterar seu apoio à decisão do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, que disse estar disposto a “assumir constitucionalmente” a Presidência do país.

Também pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »