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Moradores do Baleizão recusam deixar edifício

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Os moradores do “Prédio do Baleizão”, localizado no Distrito Urbano da Ingombota, Luanda, continuam a recusar-se a abandonar o espaço, cinco dias depois de as autoridades distritais orientarem a sua desocupação, por acentuada degradação.

Em causa está a suposta falta de condições no espaço alternativo criado no bairro da Paz, distrito do Ngola Kiluange, município do Sambizanga, para acolher as 24 famílias que habitavam o edifício.

Segundo os moradores, o Bairro da Paz apresenta problemas ligados ao fornecimento de energia eléctrica, água potável, policiamento e saneamento básico.

No local de realojamento foram montadas três tendas, com cerca de 11 metros quadrados, para acolher 24 famílias, num conjunto de aproximadamente 100 pessoas.

Segundo o morador Manuel Vieira, um dos representantes do grupo que visitou o espaço de realojamento, outra razão da recusa é a falta de vedação do novo local.

Entretanto, o administrador-adjunto para a área técnica do Distrito Urbano da Ingombota, Paulo Furtado, afirmou hoje, à Angop, que o Bairro da Paz tem condições básicas, como energia eléctrica, água potável e até uma cozinha comunitária e WCs.

De acordo com o gestor, neste momento, por ser uma situação de emergência, “é impossível garantir residências definitivas ou evolutivas aos moradores afectados”.

A respeito da condição técnica do “Prédio do Baleizão”, o também arquitecto de profissão disse que está em degradação avançada e sem condições de habitabilidade.

A decisão de desalojar o edifício foi dada na última segunda-feira (7), depois que um dos apartamentos ruiu, parcialmente, gerando pânico entre os moradores.

Com 24 apartamentos e dois andares, o “Prédio do Baleizão” é um dos primeiros construídos na zona baixa da cidade de Luanda, no século 17. Localizado no Largo Infante D. Henriques, o edifício foi considerado Património Histórico do Infante Cultural, por decreto número 86, Boletim Oficial número 222 de 23 de Setembro de 1947, em Luanda.

O prédio, que completa 72 anos de existência em 2019, nunca sofreu obras de manutenção e há mais de 10 anos está privado de água canalizada. Para salvaguardar a integridade física dos moradores, a administração local vedou os acesos para o seu interior.

Desde então, a maior parte dos moradores, muitos deles a residir no espaço desde a década de 70, encontra-se acampada defronte ao edifício.

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