Smiley face

UNITA realiza IV reunião da Região Centro a pensar nas autarquias de 2020

0 30

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

A província de Benguela acolhe, de 25 a 27 deste mês, a IV Reunião da Região Centro- Sul da UNITA com as atenções viradas para as eleições autárquicas, previstas para 2020.

Movida pelo lema “Autarquias já em todos os Municípios”, esta IV Reunião, que congrega as províncias de Benguela (anfitriã), Cuanza-Sul, Huambo e Bié, vai afinar a máquina tendo em vista as eleições autárquicas, para as quais a UNITA tem estado já a formar quadros, de modo a corresponderem às expectativas projectadas pelo partido dirigido por Isaías Samakuva.

O secretário provincial adjunto de Benguela, Jeremias Kaunda Abílio, informou a OPAÍS que a plenária vai proceder às análises das diversas situações políticas do país e em particular a sócio-económica da província de Benguela.

Avançou que, apesar de a agenda prever vários assuntos, a tónica principal do certame são as eleições autárquicas, que, no entender da UNITA, conferem à população o poder para decidir sobre os assuntos locais que se prendem com o seu quotidiano e, deste modo, “afinarmos a máquina interna do partido face aos desafios do momento”, disse.

O político referiu que os delegados ocupar-se-ão igualmente da projecção de um plano de acção geral para os próximos seis meses, à luz da deliberação da reunião da Comissão Política daquela agremiação realizada em Dezembro último, em Luanda. Além da discordância do “gradualismo geográfico”, ideia defendida pelo Governo, a UNITA considera imperioso que se capacite quadros para o novo processo democrático do país, para o qual o partido já tem definidas as estratégias.

E, sustenta, “para quem acompanha a nossa dinâmica, tanto a nível nacional, como a nível das províncias, nós tivemos simpósios, convenções…Houve consultores internacionais que ajudaram- nos a formar os quadros para perceberem o que é isso de eleições autárquicas”, sublinhou.

Do seu ponto de vista, para um processo que se quer democrático, ainda há aspectos que têm de ser resolvidos, ou seja, se as eleições autárquicas se realizarem sob o signo de gradualismo funcional ou geográfico. Jeremias Abílio recorre à história recente de Angola para sustentar a tese da realização das mesmas em todos os 164 municípios do país, contrariando assim as pretensões do Governo a quem acusa de impor a sua vontade política.

“Quando lutámos para expulsar o colonialismo não se fez em parcelas. Lutou-se para a libertação total de todo o país, e, então, era bom que as eleições autárquicas fossem realizadas em todas os municípios”, sustentou.

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Translate »