Smiley face

Misteriosos sinais vindos de outra galáxia chegam à Terra

Sic Notícias

0 58

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Os astrónomos detetaram, por duas vezes, estranhos sinais cósmicos que se repetem numa cadência de 131 segundos e que ainda não conseguem explicar.

Chegaram à Terra estranhos sinais de ondas rádio FRB (Fast radio bursts – estouros de rádio rápidos), muito enérgicos, muito rápidos e muito misteriosos.

Repetiam-se exactamente a cada 131 segundos e duravam poucos milissegundos, provenientes da mesma fonte, ao que tudo indicava, fora da nossa galáxia. Mas sem se saber exatamente de onde.

Mais recentemente, astrónomos do Canadá detetaram uma segunda vaga dos mesmos sinais FRB, e conseguiram detetar de onde provinham – a uns 1,5 mil milhões de anos luz.

TEORIAS QUE VÃO DE BURACOS NEGROS A CIVILIZAÇÕES EXTRATERRESTRES
Há várias tentativas de explicação para estes sinais: uma estrela de neutrões com um campo magnético poderoso que gira muito rapidamente, duas estrelas de neutrões em colisão ou ainda uma transmissão a partir de uma nave espacial extraterrestre.

Teoria mais prováveis indicam que os sinais provêem de um aglomerado denso, como o remanescente de uma supernova ou de um ponto situado perto de um buraco negro no centro de uma galáxia distante.

DOIS ESTUDOS TENTAM EXPLICAR O FENÓMENO

Uma vasta equipa de cientistas estuda os sinais registados em 2012 pelo potente radiotelescópio de Arecibo que está na ilha de Porto Rico. A investigação deu agora origem a dois estudos publicados na revista científica Nature.

Com o auxílio do radiotelescópio Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment (CHIME), que está na Columbia Britânica, no Canadá, os astrónomos detetaram mais 13 FRB, um dos quais com uma cadência repetitiva, em apenas três semanas de observação e na fase experimental do aparelho, em julho e agosto de 2018.

“Com a cartografia do hemisfério norte que o CHIME faz todos os dias, vamos de certeza encontrar outras sucessões de FRB no decorrer do tempo”, diz uma das astrónomas da Universidade da Columbia Britânica envolvida no projeto Ingrid Stairs.

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Translate »