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Efeméride do CAN2010 em véspera de iminente “ressurreição”

Angop

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Num momento em que se avizinha a “ressurreição” do futebol nacional com a qualificação ao CAN de Junho/Julho, no Egipto, à espreita, Angola assinala nesta quinta-feira (10 de Janeiro) o 9º “aniversário” desde que acolheu pela primeira vez este evento africano.

A data da realização da competição remete à reflexão sobre que futebol o país tinha em 2010 e o que tem agora. Da lá para cá, a modalidade enfrentou enumeras situações menos boas, quer seja de caractér organizativo e competitivo, que levaram a selecção nacional a estar ausente nas duas últimas edições, em 2015 (Guiné Equatorial) e 2017 (Gabão).

Sucessivas trocas de seleccionadores, equivoco em convocatórias, regeição de atletas em representar a selacção nacional marcaram o período negativo dos “Palancas Negras”, além da falta de verbas decorrente da crise económica que o país vive.

Mas hoje assiste-se a um período de “ressurreição” do futebol nacional, sendo o principal motivo a iminente qualificação ao CAN deste ano, cuja organização passou dos Camarões para o Egipto, por dificuldade de infra-estrutura do primeiro país.

Os “Palancas Negras” ocupam a segunda posição do grupo I, com nove pontos, menos três que a líder Mauritânia. Precisa apenas de vencer o último jogo com o Botswana, em Março, para marcar a 8ª presença na prova.

O novo cenário do futebol angolano é abrangente aos escalões inferiores, pois os sub – 23 estão apurados à segunda eliminatória ao CAN2019 no Egipto, faltando duas frentes para alcançarem o africano, agora qualificativo aos Jogos Olímpicos.

Já os sub-20, após falharem o apuramento ao CAN2019, a decorrer no Níger, conquistaram a medalha de bronze na Taça Cosafa, enquanto os sub-17 obtiveram a prata nos Jogos da Região -5, realizados em 2018, no Botswana.

O CAN2010 trouxe ganhos sociais que superaram o âmbito meramente desportivo, com o país a “revelar-se” ao mundo como nação de futuro. Disputada de 1 a 31 de Janeiro, em Luanda, Cabinda, Benguela e Huíla, a prova foi considerada exemplar pela Confederação Africana de Futebol (CAF), devido a organização e forma como o Governo assumiu desafios de desenvolvimento, sobretudo de infra-estruturas.

Paralelamente à acções ligadas à saúde e educação, construiu-se os estádios 11 de Novembro, em Luanda, para 50 mil espectadores, Ombaka (Benguela 35 mil), Chiazi (Cabinda 20 mil) e Tundavala (Huíla 20 mil).

A data da realização do único CAN no país não passou despercebida nove anos depois. Entre outros factos, os angolanos ainda revivem o empate da estreia frente ao Mali. Com o estádio 11 de Novembro lotado e a vencer por 4-0, aos 76 minutos (golos de Flávio aos 36 e 42′, Gilberto 67′ e Manucho 74′), Angola permitiu a igualdade (Keita 76 e 90+2, Kanouté 85’e Yatabaré 90+5).

Além da edição de 2010, Angola já participou nesta competição em 1996 (África do Sul), 1998 (Burkina Faso), 2006 (Egipto), 2008 (Ghana), 2012 (Gabão e Guiné Equatorial) e 2013 (África do Sul).

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