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China reitera apoio financeiro e infra-estrutural a Angola

EMBAIXADOR DA CHINA EM ANGOLA, CUI AIMIN (ARQUIVO) (FOTO: FRANCISCO MIÚDO)

O governo chinês vai continuar a prestar ajuda a Angola, essencialmente na área financeira e de infra-estrutura, bem como incentivar empresas locais a investir neste país africano, sobretudo nos domínios agrícola, cultural e industrial.

O facto, segundo avança Angop, foi reiterado hoje, quinta-feira, em Luanda, pelo embaixador da China em Angola, Cui Aimin, durante um encontro com jornalistas angolanos.

Estima-se que a China tenha financiado, até o ano passado, 23 mil milhões de dólares, para projectos de infra-estruturas, em Angola, segundo as autoridades angolanas, citadas pelo diplomata chinês.

De acordo com a fonte, a cifra acima poderá aumentar este ano, com o estreitamento das relações de cooperação entre os dois países.

“Um investimento precisa de, pelo menos, cinco a seis anos para se manifestar, pelo que se deve aguardar pacientemente. A vinda das empresas chinesas a Angola reflecte a vontade da China em ajudar este parceiro em todos os domínios”, disse.

O embaixador Cui Aimin referiu que, nos próximos anos, a China pensa investir mais nas áreas de indústria em Angola, ressaltando que os dois países estão num período de actualização e reajuste das suas relações, com bons resultados até ao momento.

Na ocasião, manifestou a esperança de que a condição social em Angola continue estável.

Disse também estar confiante na próxima fase da relação bilateral entre os dois estados e povos, a julgar pelas reformas em curso, levadas a cabo pelo Presidente João Lourenço.

Quanto à cooperação sino-angolana, Cui Aimin ressaltou que 2018 foi “muito bom” para o relançamento das relações bilaterais, tendo recordado, particularmente, algumas realizações de âmbito cultural, como o 1º Ciclo de Cinema Chinês, em Angola, e uma exposição fotográfica.

O diplomata realçou ainda a participação do estadista angolano, João Lourenço, nesse mesmo ano, na 3ª Cimeira do Fórum de Cooperação China-África, seguida de uma visita de Estado a China.

Na Cimeira de Pequim, precisou, o presidente chinês, Xi JinPing, realçou a iniciativa de oito acções do seu Governo, entre as quais a política diplomática da China para com África, a não interferência nos assuntos internos do continente e a não imposição de condições políticas comerciais.

Cui Aimin recordou que, no ano passado (2018), empresários chineses começaram a investir cada vez mais em infra-estruturas de saúde e agricultura, bem como na instalação de inúmeras fábricas em Angola.

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