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Greve no CFL pode tirar AKZ 927 mil/dia

(PAULO CUNHA/LUSA)

O Caminho de Ferro de Luanda (CFL) pode deixar de arrecadar 927 mil e 500 kwanzas/dia, enquanto durar a greve por tempo indeterminado, decretada para a próxima segunda-feira (14), caso a comissão sindical e a administração não cheguem a consenso.

Dados compilados pela Angop indicam que, em caso de paralisação de três dias, essa perda pode aumentar para dois milhões, 782 mil e 500 kwanzas.

Em média, o CFL transporta, com 17 comboios suburbanos, seis mil passageiros/dia nos três serviços. Os da primeira classe pagam AKZ 500, da segunda classe AKz 200 e da terceira classe AKZ 30.

Com os 17 comboios em circulação, pelo menos 50 por cento dos passageiros viaja na terceira classe, 30 por cento na segunda e 20 por cento na primeira classe, o que dá uma média diária, em termos de receitas, de um milhão e 50 mil kwanzas.

Em virtude da greve decretada terça-feira (08), em assembleia de trabalhadores, o CFL terá em circulação, a partir do dia 14, apenas dois comboios, sendo um no período da manhã (7h00) Viana/Bungo e outro a tarde (16h00) no sentido Bungo/Viana.

Isso permitirá àquela empresa facturar, apenas, AKZ 122 mil e 500/dia.

As contas feitas pela Angop excluem as receitas dos dois comboios semanais interprovinciais, da rota Luanda /Dondo (cada passageiro paga mil e 800 kwanzas) e Luanda/Malanje (custa três mil kwanzas).

Quanto ao impacto social, com os dois comboios a circular, o CFL poderá transportar apenas, em média, 700 pessoas/dia.

Nestes termos, cinco mil e 300 passageiros terão de encontrar transportes alternativos para se locomoverem no percurso Baia/Viana/Bungo.

Na última terça-feira, dia em que os 950 trabalhadores se reuniram em assembleia, na presença de representantes da direcção da empresa, o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do CFL, Augusto Osório, informou que a entidade patronal está aberta ao diálogo e que parte das exigências solicitadas já foram satisfeitas.

“A falta de consenso entre os funcionários e a entidade empregadora prende-se com a incapacidade desta última em aumentar os salários em cerca de 80 por cento”, explicou, adiantando terem sido já atendidos os demais pontos.

O caderno reivindicativo apresentado pelos funcionários do CFL comporta 21 pontos, que se resumem na melhoria das condições de trabalho, revisão da tabela salarial, actualização das categorias laborais, entre outros.

Esta será a terceira paralisação dos funcionários do CFL.

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