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Dificuldades financeiras condicionam actividades de desminagem

As actividades de desminagem em trinta e seis zonas suspeita de minas na província do Cunene encontram-se paralisadas por falta de verbas, uma vez que desde 2015 as três operadoras reclamam por cabimentação financeira.

A situação deixa exactamente 110 milhões e 900 metros quadrados em área por desminar, o que perfaz as 36 zonas em cinco municípios do Cunene, informou hoje, à Angop, o oficial de ligação da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistências Humanitária (CNIDAH), Mário Satipamba.

“Desde 2015 que o quadro é esse e o que se tem feito são actividades pontuas, através de denúncia de populares, realidade que tem contribuído para baixa de produtividade a cada ano”, sublinhou.

Mário Satipamba fez saber que, em 2018, foram recolhidos e destruídos 22 anti-tanque, e 10 anti-pessoal, 407 engenho explosivo não detonáveis, que resultou na desminagem de dois mil e 315 metros quadrados, uma área bastante reduzida em relação há anos anteriores na ordem de quatro a seis milhões de metros quadrados.

Informou que o assunto já é do domínio da direcção central do CNIDAH e das três brigadas de desminagem destacado no Cunene, como do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), Polícia de Guarda Fronteira e da Força Armadas Angolana (FAA).

Ouvido pela à Angop, o responsável do INAD no Cunene, Pedro Severino Seteco, confirmou que o quadro esse, devido a falta de verba motivado pela situação económica e financeira do país e o que tem feito são acções pontuas e manutenção salarial de uma equipe de 46 efectivos, entre administrativos e sapadores.

Já, o chefe da brigada de desminagem da FAA na província, David Ekivale, que controla 43 sapadores, sublinhou que apesar da situação actual, com meios existentes tem sido promovido pequenas acções baseadas na recolha e destruição de engenhos explosivos diversos, bem como actividades de sensibilização sobre riscos de minas junto da comunidade rural e suburbanas.

A desminagem no Cunene iniciou em 2005 e de lá para cá foram já desminados 53 milhões e 810 mil e 70 metros quadrados de superfícies, correspondendo a 143 áreas sem engenhos explosivos, como reservas fundiárias, campos agrícolas e outras zonas a nível dos seis municípios.

Foram já extraídas, desde esta altura, 670 minas anti-pessoais, 407 anti-tanques, 218 mil e 849 engenhos explosivos não-detonados e 92 mil e 616 munições de armas de diversos calibres.

Os engenhos foram já destruídos.

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