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Militares invadem jornal na Nigéria por “razões de segurança”

(© AP Photo / Sunday Alamba)

Alegando razões de “segurança do Estado”, militares nigerianos invadiram hoje às primeiras horas da manhã as instalações do jornal privado “Daily Trust”, aparentemente por este períódico ter publicado material sigiloso relacionado com o combate ao islamismo radical, bastantes vezes traduzido em acções de puro terrorismo

Militares nigerianos invadiram hoje as instalações do jornal privado “Daily Trust”, em Abuja e Maiduguri, por este ter publicado no final de semana um relatório secreto que pormenorizava um plano de acções a serem desencadeadas pelas forças de segurança contra os grupos terroristas Boko Haram e Estado Islâmico, avança o Jornal de Angola.

Na sequência desta attitude, os militares apreenderam computadores e agendas dos jornalistas, selando depois as instalações daquele jornal privado e detendo dois jornalistas que tentaram reagir ao que se estava a passar.

Um porta-voz militar, depois do assalto, explicou que esta medida se ficou a dever ao facto da publicação dos planos do exército para combater o radicalismo islâmico colocar em risco a integridade física e os objectivos dos membros das forças de segurança.

O “Daily Trust” publicou na sua edição de domingo pormenores do plano de uma ofensiva militar destinada a recuperar o controle do território que havia sido ocupado a semana passada pelo Boko Haram, no Estado de Borno, cuja capital é a cidade de Maiduguri, onde está localizada uma importante delegação do referido jornal.

Um porta-voz do exército disse que a entrada nas instalações do “Daily Trust” não significa qualquer intenção intimidatória em relação à imprensa, esclarecendo que ela apenas se ficou a dever ao facto de ter sido divulgada informação “classificada” que coloca em perigo a “segurança do Estado”.

“Fornecer informações secretas que favorecem um grupo terrorista constitui um crime contra a segurança do Estado e beneficia o terrorismo, o inimigo comum de todos os nigerianos”, disse o porta-voz militar que considerou ainda que se tratou de um claro caso de “sabotagem”, estando agora a ser apurado se haverá alguma cumplicidade intencional para com os rebeldes.

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