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Manifesto alerta para “grave situação que compromete segurança clínica” nos hospitais de Lisboa

Diretores clínicos do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central vão enviar documento ao Presidente da República e ao Governo. Querem respostas num mês.

Os diretores clínicos do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) vão enviar um manifesto ao Presidente da República e ao Governo, a denunciar o que dizem ser a “grave situação que compromete já hoje a segurança clínica”.

O documento, assinado por todos os diretores das áreas clínicas e responsáveis de especialidade, foi aprovado numa reunião que decorreu, esta segunda-feira, no Hospital S. José.

Os signatários dão um mês para que a situação mude ou reservam-se o direito de avançarem para outras medidas que não especificaram.
O CHULC inclui o Hospital Dona Estefânia, a Maternidade Alfredo da Costa e os hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta e Curry Cabral.

No manifesto de seis pontos, os diretores clínicos começam por alertar para a “elevada degradação das condições de trabalho no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC)”.

Os problemas incluem falta de “pessoal médico, de pessoal técnico e de enfermagem, a disponibilidade de material de consumo, a introdução de equipamento especializado, o investimento na inovação, e a mera logística para o normal exercício profissional”.

“O trabalho diário passou a gestão permanente de crises”, sublinha o manifesto que vai chegar ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministros das Finanças e da Saúde e administração do Centro Hospitalar.

Os responsáveis médicos do CHULC consideram “estar agora seriamente comprometida a sua dupla capacidade de prestação assistencial e de treino médico”.

“Esta degradação tem vindo a instaurar-se ao longo dos últimos anos, assumindo diversas matizes, tais como a progressiva perda de autonomia na gestão, a incapacidade de influenciar o desenvolvimento tecnológico dos serviços ou, mais recentemente, a capacidade de reter talentos profissionais emergentes. Este facto afeta o presente, e compromete gravemente o futuro.”

Os signatários advertem que esta “grave situação” compromete “já hoje a segurança clínica, e não menos compromete a capacidade formativa” dos profissionais necessários para renovar o quadro médico.

A “deterioração das condições de trabalho” traz “riscos” para os doentes e “comprometerá no curto prazo a capacidade assistencial, levando ao encerramento de serviços”.

“Num tempo em que as palavras duram o tempo que soam e valem pouco mais do que isso, acham os signatários deste manifesto ser seu dever ético, pessoal e profissional, alertar agora para a gravidade das condições de trabalho no CHULC, condições que a todos afetam hoje, e que comprometerão amanhã o futuro que é de todos”, refere o manifesto.

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