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Embarcações acusadas de violar limites para pesca

As pequenas embarcações que desaparecem da costa marítima de Benguela, com pescadores a bordo, têm violado os limites da sua zona de pesca artesanal, ultrapassando as quatro milhas autorizadas, revelou hoje, à Angop, a Capitania do Porto do Lobito.

De acordo com o chefe de Segurança Marítima da Capitania, Mário Campos, alguns pescadores artesanais chegam a atingir até dez milhas com a ambição de capturar maiores quantidades de peixe e lucrar mais, desobedecendo assim às regras de segurança.

Esta situação, segundo Mário Campos, tem causado enormes embaraços à Capitania na tentativa de localização das embarcações desaparecidas em alto mar, cujos pescadores, por exemplo, antes, informam que vão pescar na zona Sul, mas, depois, tomam uma rota contrária, descurando os ventos e as correntes marítimas.

Conforme a fonte, essas embarcações de fabrico artesanal são arrastadas pelas correntes marítimas, colocando em risco a vida dos pescadores durante os dias em que andam à deriva em alto mar, com parcos meios de sobrevivência.

Ainda no âmbito da fiscalização, Mário Campos explicou que estas embarcações para pesca artesanal só podem exercer a sua actividade se tiverem a documentação regularizada, o que pode ser feito de Janeiro a Março, anualmente.

Em relação aos navios de longo curso, deu a conhecer que as situações que mais chamam atenção, durante a fiscalização, são os certificados, meios contra incêndios e carga perigosa, sendo nesta última, obrigados a sinalizar com a bandeira amarela.

No entanto, admitiu que a Capitania não tem o controlo total das embarcações mais pequenas, nomeadamente as chatas e bimbas, devido ao facto de a instituição possuir apenas duas lanchas rápidas e quatro botes pneumáticos semi-rígidos que operam no Egipto Praia, Lobito, Benguela e Baía-Farta, número que considera insuficiente.

Questionado sobre as construções na orla de Benguela, Mário Campos adiantou que houve uma autorização concedida há alguns anos pelas administrações municipais e que, por isso, o Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA) pensa já em colocar ordem, no âmbito do programa “Mar Seguro”.

“Alguns restaurantes e bares continuarão a funcionar, pagando uma taxa à instituição”, referiu, afirmando de seguida que aquelas construções que dificultam a passagem de pessoas ou criam outros constrangimentos podem vir a ser demolidas.

Sobre a poluição na Baía do Lobito, aquele responsável apontou os focos de lixo resultantes das chuvas e que nunca mais houve registo de derrame de óleos e combustíveis provenientes dos navios.

A Capitania é o órgão do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA) responsável pela segurança na navegação marítima, fiscalização, busca e salvamento e combate à poluição no mar.

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