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Comboios do CFL paralisam segunda-feira

Trabalhadores do Caminho de Ferro de Luanda (CFL) decidiram hoje, em assembleia, paralisar parcialmente, a partir da próxima segunda-feira, as suas actividades, pelo facto de não chegarem a um acordo com a entidade patronal.

Deste modo, de acordo com Angop, o número de comboios será reduzido de 17 para dois comboios/dia.

Segundo o secretário para informação da comissão sindical do CFL, Loureço Contreiras, o conselho de administração do CFL não respondeu satisfatoriamente as exigências constantes do caderno reivindicativo, obrigando assim, aos 950 trabalhadores, uma greve.

Por este facto, seis mil passageiros deixarão de beneficiar dos serviços dos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL), a partir da próxima segunda-feira (14), em consequência da greve.

A partir deste dia, prosseguiu, serão prestados apenas serviços mínimos, circulando um comboio de manhã no sentido Viana/Bungo e outro às 16 horas, na direcção inversa, podendo transportar pouco mais de 200 pessoas por viagem.

De acordo com o responsável sindical, os comboios de carga e os de passageiros interprovincial, (Luanda/Cuanza Norte/Malanje), que fazem duas viagens semanais, estarão totalmente paralisados enquanto durar a greve.

Por seu turno, o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do CFL, Augusto Osório, fez saber que a entidade patronal está aberta ao diálogo e que parte das exigências solicitadas já foram satisfeitas.

“A falta de consenso entre os funcionários e a entidade empregadora prende-se com a incapacidade desta, em aumentar os salários em cerca de 80 por cento”, explicou, adiantando terem sido já atendidos os demais pontos.

O CFL realiza diariamente 17 viagens de comboio suburbano de passageiros por dia, onde transporta nos três serviços perto de seis mil pessoas que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda classe e 30 na terceira classe.

A viagem de Luanda ao Cuanza Norte custa mil e 800 kwanzas, enquanto para Malanje não foi revelada a quantia a desembolsar.

O caderno reivindicativo dos funcionários do CFL comporta 21 pontos, que se resumem na melhoria das condições de trabalho, revisão da tabela salarial, actualização das categorias laborais, entre outros.

Esta será a terceira paralisação dos funcionários do CFL.

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