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Maduro acusa presidente do parlamento de ser agente dos serviços secretos

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou domingo o novo presidente do parlamento, Juan Guaidó, de ser um agente ao serviço dos serviços secretos norte-americanos, escreve o Notícias ao Minuto que cita a Lusa.

“Ele é um fantoche. É um agente ‘gringo’ (norte-americano), formado nos Estados Unidos como agente, dos organismos de ‘inteligência’ (serviços secretos) dos Estados Unidos”, disse.

Nicolás Maduro falava aos jornalistas à margem de um evento desportivo durante o qual se referiu à decisão do parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria, de não reconhecer o seu novo mandato como Presidente que começa a 10 de janeiro e acusar o Chefe de Estado de “usurpar” as funções de chefe de Estado.

“O que este grupo autodenominado Assembleia Nacional não tem limite (…) ou seja, teria uma só classificação, traição à pátria”, disse.

Por outro lado, explicou que nos dias 10 e 11 de janeiro fará importantes anúncios económicos ao país.

A 05 de janeiro, o deputado Juan Guaidó, do partido da oposição Vontade Popular (VP) assumiu a presidência da Assembleia Nacional da Venezuela (AN), para o período 2019-2020.

No seu primeiro discurso como líder do parlamento, Juan Guaidó insistiu que a AN não reconhecerá o novo mandado de Nicolás Maduro, que começa a 10 de janeiro, alegando que as eleições antecipadas de maio de 2018 foram “irregulares” e que, a partir dessa data, estará a “usurpar” as funções de chefe de Estado.

“A presidência, a partir de 10 de janeiro, estará usurpada, porque estamos em ditadura, e recuperar a democracia não depende de uma lei ou de nomear alguém, depende de todos (…). Nicolás [Maduro], a 10 de janeiro, este parlamento não te ajuramentará”, disse.

Guaidó, de 35 anos, sublinhou que “há que gerar condições para um Governo de transição e para poder realizar eleições limpas e transparentes”.

Também no domingo, na sua conta na rede social Twitter, Nicolás Maduro explicou que “a revolução bolivariana chegou ao poder pela via democrática, há 20 anos, e se tem ratificado com 23 vitórias eleitorais”.

A 10 de janeiro, Nicolás Maduro iniciará um novo período presidencial, que se prolongará até 2025.

A 21 de maio de 2018, um dia depois das últimas eleições presidenciais antecipadas na Venezuela, o parlamento denunciou os resultados, alegando irregularidades e o não respeito pelos tratados de Direitos Humanos ou pela Constituição.

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