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Portimonense-Benfica, 2-0

Até quando a luz de Vieira continuará acesa?

Vitória histórica – a primeira em jogos oficiais contra o Benfica – e inteiramente merecida do Portimonense, batendo pela primeira vez o Benfica em jogos oficiais. Rúben Dias e Jardel… marcaram na baliza errada, em mais uma exibição pobre dos encarnados, que no final foram brindados com muitos assobios por parte dos seus adeptos. E voltaram os lenços brancos para Rui Vitória.

O Benfica foi uma equipa perdida em campo, sem ideias, intensidade ou qualquer outra coisa que pudesse contrariar o Portimonense. A equipa algarvia encontrou muitos espaços e foi melhor do princípio ao fim, e Vlachodimos evitou uma vitória mais ampla para os algarvios, principalmente na 2ª parte quando os encarnados corriam contra o 2-0. Para se ter uma ideia do que foi a exibição do Benfica e a falta de oportunidades de golo, foi a primeira vez que o Portimonense não sofreu golos em casa neste campeonato, e já lá vão oito jogos…

FILME E FICHA DE JOGO.

Um cabeceamento de Jardel à figura e um livre direto de Jonas por cima da baliza resumem o que foi o ataque do Benfica na 1ª parte. Esta fraca amostra piorou depois, com um remate de Grimaldo desviado por Pedro Sá a personificar a única vez que a baliza do Portimonense foi alvejada com perigo. A equipa de Rui Vitória esteve sempre muito curta quando devia sair em ataque rápido, e Zivkovic, Jonas e Cervi estiveram sempre muito distantes do resto da equipa.

Os algarvios souberam manietar o Benfica e com um meio-campo forte controlaram as operações. E, como tem sido habitual, com transições rápidas ganhavam amiúde a linha de fundo para cruzamentos à procura de Jackson Martínez. Foi desse modo que surgiu o primeiro golo, com Manafá a cruzar para Rúben Dias desviar para a sua própria baliza, num lance que Vlachodimos teria controlado. Faltou comunicação entre os dois colegas…

O 2-0 surgiu entre as duas situações atacantes do Benfica descritas anteriormente e novamente num lance infeliz da defesa encarnada: Nakajima meteu para Jackson que rompeu entre Rúben Dias e Jardel e à saída de Vlachodimos fez um chapéu que foi desviado para a própria baliza capitão encarnado.

Rui Vitória mexeu para a segunda-parte com as entradas de Salvio e Seferovic, mas a desinspiração continuou e para piorar o quadro, Jonas foi expulso, após uma entrada com o pé alto sobre Ricardo Ferreira. Os benfiquistas contestaram o vermelho direto mas o brasileiro foi imprudente a abordar o lance, quando já tinha um cartão amarelo.

E foi Vlachodimos quem acabou por brilhar, evitando uma derrota mais pesada para o Benfica, com três defesas enormes, roubando os golos ao isolado Manafá, após triangulação na área, e brilhando também num remate de Paulinho em jeito, que foi desviado para canto e já nos descontos defendendo um remate de João Carlos.

A bipolaridade exibicional (e de resultados) do Benfica nesta temporada fez-se sentir hoje no seu lado negativo, com mais uma exibição cinzenta. E, com a qualidade que o Portimonense tem demonstrado nos jogos em casa em que apenas regista uma derrota (com o Boavista) na jornada inaugural, os encarnados colocaram-se a jeito.

Esta derrota diminui a esperança – que, diga-se, pela falta de qualidade exibicional nos últimos tempos não tem sido muita, principalmente entre os seus adeptos – da reconquista. E se o FC Porto vencer amanhã na Vila das Aves, os encarnados ficam a sete pontos dos campeões nacionais e esse objetivo de reconquista deverá apagar-se (quase) de vez, embora ainda falte muito campeonato. Até quando a luz que Luís Filipe Vieira viu no «dezembro quente» continuará acesa?

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