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Chegada de Bolsonaro ao poder no Brasil não vai mudar relacionamento com Angola – MIREX

Após a tomada de posse do novo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na terça-feira, 01 de Janeiro, o relacionamento entre o gigante sul-americano e o resto do mundo vai mudar, desde logo com África, como o Chefe de Estado acabado de chegar ao Palácio do Planalto já garantiu, mas com Angola, segundo o ministro das Relações Exteriores angolano, pouco ou nada mudará porque o relacionamento entre os dois países é independente de quem Governa, escreve o Novo Jornal Online.

Manuel Augusto, que esteve na cerimónia de tomada de posse de Bolsonaro, foi depois integrar os mais de 60 convidados estrangeiros para uma recepção no Palácio do Itamaraty, o centro nevrálgico das Relações Exteriores e sede do Ministério respectivo, onde garantiu, em declarações citadas pela imprensa brasileira, que as relações entre Luanda e Brasília são boas e vão assim continuar.

O governante angolano foi mais longe e sublinhou que existem todas as condições para que as relações entre Angola e Brasil possam “melhorar” porque “têm tudo para dar certo”, apontando como factor a ter em conta o Vice-Presidente Hamilton Mourão ter vivido um ano em Angola, sendo, por isso, um país que conhece muito bem.

Angola fez-se representar na cerimónia de tomada de posse de Bolsonaro, marcada pelo fortíssimo aparato de segurança, com mais de 11 mil militares e polícias, e pelas mais de 500 mil pessoas que eram esperadas em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, mas que acabaram por ser menos de 120 mil, segundo informações oficiais.

Bolsonaro reafirma que vai combater a esquerda

Nos dois discursos proferidos por Jair Bolsonaro, este foi coerente com as promessas de campanha, marcadas pela forte subjugação aos valores religiosos das igrejas evangélicas, com o prometido combate à esquerda e com a garantia de que a segurança e o combate à criminalidade vão ser as suas prioridades maiores.

Afirmou que vai libertar o Brasil das ideologias, deixando entender que a sua candidatura não conteve um forte conteúdo ideológico de extrema-direita, apontou baterias ao Partido dos Trabalhadores (PT), que voltou a identificar como o “inimigo” que desafia a vontade dele e do seu “povo” para encher o Brasil de uma “forte moral cristã”.

Neste conjunto de reafirmações, Jair Bolsonaro não deixou de relembrar, embora nem sempre de forma directa e sem evasivas, que quer ver o povo0 brasileiro armado e pronto a disparar a matar contra os criminosos porque os “cidadãos têm de dispor de meios para se defenderem”.

Sobre a economia, Bolsonaro que mudar de ciclo: “Precisamos de criar um ciclo virtuoso para a economia, que traga a confiança necessária para permitir abrir o nosso mercado ao comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia”.

Uma das premissas para devolver competitividade à economia brasileira é a questão salarial, que os seus mais próximos já vieram a pública admitir como razoável que seja liberalizada a questão, a ponto de estar o caminho aberto para que os salários deixem de estar vinculados a um mínimo, como sendo esta uma “marca da esquerda” que voltou a prometer empenhar-se no seu combate.

“Coloco-me diante de toda a nação neste dia como o dia em que o povo se começou a libertar do socialismo, a libertar-se da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correcto”, afirmou, sublinhando que “as eleições deram voz a quem não era ouvido, a voz da rua e das urnas foi muito clara”.

“Esta é a nossa bandeira, jamais será vermelha, e daremos o nosso sangue para mantê-la verde e amarela”, disse.

“Podemos, eu, você, as nossas famílias, todos juntos restabelecer padrões éticos e morais que transformarão o nosso Brasil”, desejou.

“Os favores politizados devem ficar no passado, para que o Governo e a economia sirvam de verdade toda a nação”, sublinhou.

“A partir de agora tem um propósito comum e inegociável que é colocar os interesses dos brasileiros em primeiro lugar”, acrescentou.

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