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Políticos apontam perspectivas para 2019

O Jornal de Angola entrevistou ontem os políticos Paulo Pombolo, secretário para a Informação do MPLA, Lucas Ngonda, líder da FNLA, e Manuel Fernandes, da CASA-CE, que falaram dos desafios do país e das respectivas formações políticas para o ano que inicia. Da sociedade civil, este diário entrevistou o bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Paulo Monteiro, que pediu maior diálogo entre os operadores de Justiça.

MPLA engajado no processo de moralização

PAULO POMBOLO

O MPLA está num processo de moralização da sociedade, iniciado com as operações “Transparência” e “Resgate”, disse ontem, em Luanda, o secretário para a Informação, Paulo Pombolo.

Em declarações ao Jornal de Angola sobre as perspectivas para 2019, Paulo Pombolo garantiu que o MPLA vai continuar a apoiar o Executivo na implementação de medidas que visam a recuperação económica do país, com vista a melhoria das condições de vida dos cidadãos.

Segundo Paulo Pombolo, que reafirmou o apoio contínuo ao Executivo para o êxito das operações “Transparência” e “Resgate”, o desenvolvimento económico e social do país vai merecer uma atenção especial do MPLA ao longo deste ano.

O político lembrou que o MPLA tem como tarefas, entre outras, a preparação das eleições autárquicas. Isso passa pela aprovação da legislação que vai conformar todo processo eleitoral autárquico”.

Pombolo deseja que os angolanos se sintam cada vez mais angolanos, com sentido patriótico e trabalhem para promover o desenvolvimento social e económico do país.

FNLA aspira por mudanças mais profundas

LUCAS NGONDA

O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, disse ter esperança de “mudanças para melhor” se a nova dinâmica introduzida pelo Presidente João Lourenço no sistema de governação continuar.

“Se as coisas continuarem assim, temos esperança que as coisas podem mudar para melhor”, salientou o político, em declarações ao Jornal de Angola, sobre as perspectivas do novo ano.

Segundo Lucas Ngonda, os passos que têm sido dados relativamente às questões de governação “são positivos”. Sobre o repatriamento de capitais, o líder da FNLA apelou ao Presidente João Lourenço a confiar o processo a uma instituição com poderes de investigar e constituir processos que devem ser entregues à Justiça.

Segundo o político, a questão do repatriamento de capitais envolve muita gente, incluindo membros do Executivo, e não se pode ser juiz e árbitro ao mesmo tempo.

Sobre a vida do partido, Ngonda apontou as eleições autárquicas como o maior desafio. Em 2019, disse, o partido tem a responsabilidade de preparar-se para as eleições autárquicas.

Manuel Fernandes espera alteração de comportamento
DIRIGENTES DA CASA-CE

O deputado Manuel Fernandes, da CASA-CE, espera que neste ano os dirigentes dos partidos que compõem a coligação mudem de atitude na forma de gerir os assuntos internos da formação política.

O político, que falava ontem ao Jornal de Angola sobre as expectativas para 2019, disse que o ano de 2018 foi turbulento na CASA-CE, por um lado, e por outro, foi um ano histórico, porque, sublinhou, foi o ano em que o Tribunal Constitucional clarificou o contexto da CASA-CE.

O político espera que a CASA -CE trabalhe mais neste novo ano na dinamização da sua acção política, tanto a nível da organização interna como na mobilização de novos militantes.

O também vice-presidente do Grupo Parlamentar da CASA-CE disse esperar “um forte debate na Assembleia Nacional sobre o pacote legislativo autárquico”.

Manuel Fernandes referiu que a tendência baixista do preço de petróleo no mercado internacional vai provocar enormes dificuldades na economia e espera que o impacto nas famílias não seja tão negativo.

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