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Órgãos do Minint clamam por instalações condignas

As direcções provinciais dos Serviços de Investigação Criminal (SIC) e Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) sediadas em Mbanza Kongo, Zaire, clamam por instalações condignas para garantir o seu normal funcionamento.

O SIC, por exemplo, funciona num edifício degradante e sem espaço suficiente para acomodar as diferentes secções afins, situação que constrange a tramitação célere de processos-crime que correm também risco de extravio.

O subcomissário Alfredo Melão, director provincial do Serviço de Investigação Criminal (SIC), que falava nesta segunda-feira, à Angop, em Mbanza Kongo, reconheceu essa triste realidade, mas disse que em breve o órgão na região contará com novo edifício para acomodar condignamente o seu efectivo.

O responsável referia-se ao imponente novo edifício do SIC em construção nesta cidade, cujas obras, em fase de acabamento, encontram-se interrompidas há mais de cinco anos, por razões desconhecidas.

A fonte avançou que este órgão na região poderá ser agraciado de novos meios operativos como viaturas e outros, nos próximos dias, pelas instâncias centrais, de modo a reforçar a capacidade de acção em matéria investigativa.

O mesmo cenário vive o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), em Mbanza Kongo, que aguarda há mais de sete anos a conclusão dos trabalhos de construção do seu quartel de 3º escalão, na antiga pista de aviação, no bairro 11 de Novembro.

Segundo contou o comandante deste órgão na região, subcomissário bombeiro Daniel Janeiro Fernandes, os operacionais funcionam num alpendre improvisado, no aeroporto local, com os anexos feitos de madeira e chapas de zinco a servirem de gabinetes.

As obras do quartel dos bombeiros atingiram uma fase de execução física na ordem dos 90 por cento antes da sua paralisação, segundo a fonte, explicando que este projecto é da responsabilidade do Ministério de tutela.

Estas informações foram prestadas à margem da visita de constatação do funcionamento dos órgãos afins do Minint em Mbanza Kongo, efectuada nesta segunda-feira, pelo governador provincial, Pedro Armando Makita Júlia.

O governador passou também pelos edifícios do Comando Provincial da corporação e da Delegação do Ministério do Interior, este último entrou em funcionamento há pouco menos de dois anos, mas já apresenta graves fissuras nas suas estruturas.

Pedro Makita Júlia esteve, ainda, na direcção do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), cujas instalações encontram-se intactas, apesar dos cerca de seis anos desde que foram erguidas.

O chefe do governo do Zaire, na continuidade da sua jornada de trabalho, inteirou-se, à porta fechada, da situação delituosa da província, das últimas 48 horas, tendo no final desejado maior empenho da corporação na manutenção da ordem e tranquilidade públicas das populações locais.

Dirigindo-se aos membros do conselho consultivo alargado da Delegação do Interior e do Comando Provincial da Polícia Nacional, pediu reforço dos mecanismos de combate ao fenómeno da imigração ilegal, frequente nesta parcela do país que partilha uma fronteira (terrestre e fluvial) de 330 quilómetros com a República Democrática do Congo (RDC).

Reconheceu haver muito a fazer para reverter o quadro da situação constatada, visando a criação de melhores condições de funcionamento dos órgãos do Interior na região.

Guiou a visita de Pedro Makita Armando Júlia, indigitado em Setembro último como novo governador do Zaire, o comissário Manuel Gouveia, comandante provincial e delegado do Minint.

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