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Aliados dos americanos não ficarão na Síria se EUA retirarem suas tropas, diz jornalista

Sputnik

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A decisão de Trump de retirar as forças dos EUA da Síria foi classificada como “correta” por Putin durante a tradicional conferência de imprensa de final de ano realizada na quinta-feira (20). Fred Weir, correspondente na Rússia do The Christian Science Monitor, sediado em Boston, comentou a situação à Sputnik Internacional.

Ao ser questionado sobre a probabilidade de os EUA realmente deixarem a Síria, Weir acredita que a decisão parece definitiva, principalmente vinda da Casa Branca, e adiciona que “acha completamente inútil que os Estados Unidos estejam na Síria”.

“Não há dúvida de que eles [EUA] tiveram um grande papel na derrota do Daesh [grupo terrorista proibida na Rússia] lá no nordeste da Síria, em conjunto com os curdos”, disse o correspondente da organização noticiosa The Christian Science Monitor (CSM).

“Nos últimos quase 20 anos, nessa parte do mundo os grupos extremistas islâmicos têm continuado a aparecer. Não tenho certeza se os EUA precisavam estar na Síria, mas se derrotar o Daesh foi o motivo, então isso está praticamente acabado”, complementou.

Perguntado sobre se a retirada americana desse país do Oriente Médio seria um grande golpe para a milícia curda, o jornalista declara que esta certamente sairia prejudicada pela retirada, e que “não seria a primeira vez que os Estados Unidos trairiam os curdos”.

Em relação ao impacto negativo na reputação americana, gerado pela saída das tropas perante os aliados na região, Weir considera que os EUA estão acostumados a ter esse tipo de atitude, de “largar e fugir quando já não é mais conveniente para seu país”, mas que na realidade tal acção “seria a melhor para quase todo mundo, excepto os curdos”.

A França anunciou que vai permanecer no país e manter a participação na coligação, pois o grupo Daesh não foi eliminado na área. Em referência a isso, o jornalista afirma que são os “EUA que fornecem a infraestrutura e a cobertura diplomática para toda a operação na Síria”, e “se os americanos saírem, acho que nenhum de seus amigos ficará”.

Já em relação ao impasse nos vínculos entre a Rússia e a Inglaterra, citado por Putin durante a colectiva de imprensa, o correspondente alega que “há um certo nível de sentimento anti-russo no Reino Unido” enraizado profundamente no establishment, e durante o governo actual ele não vai mudar.

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