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Três regiões da República Democrática do Congo só vão a votos em Março

Beni, Kivu do Norte (DR)

Comissão Eleitoral anunciou o adiamento das eleições, previstas para domingo (30.12), em regiões afetadas pelo vírus do ébola e numa zona de conflito. Opositor Martin Fayulu já criticou decisão.

Segundo avança a DW África, a Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI) anunciou, esta quarta-feira (26.12), o adiamento para março de 2019 das eleições nas regiões congolesas de Beni e Butembo, localizadas na província de Kivu do Norte, e que lutam, desde agosto deste ano, contra um surto de ébola que já matou centenas de pessoas, e na localidade de Yumbi, na província de Mai-Ndombe, onde se têm registado confrontos étnicos.

A comissão eleitoral justificou o adiamento das eleições, previstas para domingo (30.12), com a falta de condições de segurança.

As eleições legislativas e presidenciais na RDC foram já adiadas duas vezes. O último adiamento foi anunciado na semana passada pela CENI e foi justificado com problemas causados por um incêndio que destruiu oito mil urnas eletrónicas.

Oposição critica

As regiões do Beni e Butembo são conhecidas como sendo focos da oposição ao ainda Presidente Joseph Kabila. Esta quarta-feira (26.12), e através de um post na rede social Twitter, o principal candidato da oposição, Martin Fayulu, afirmou que “o pretexto do ébola [para adiar as eleições] é falacioso, uma vez que existiram campanhas [eleitorais] nessas áreas”. “É mais uma estratégia”, acusou Martin Fayulu.

Os partidos da oposição já disseram que não vão tolerar mais adiamentos da votação que vai escolher o sucessor de Joseph Kabila, Presidente desde 2001, que não pode voltar a concorrer por já ter cumprido dois mandatos, como prevê a Constituição.

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