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Angola precisa de 66 mil enfermeiros e tem menos da metade em actividade

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Angola necessita de 66 mil enfermeiros, número resultante da taxa média de crescimento populacional, informou, quinta-feira, em Luanda, a ministra da Saúde, que revelou ter no Sistema Nacional de Saúde apenas 27.450 enfermeiros.

Sílvia Lutucuta, que discursava no quarto Congresso dos Enfermeiros de Angola, encerrado ontem, reconheceu que, com o número desejável de enfermeiros, vai ser melhorada a prestação dos cuidados de saúde em todo o país.

A percentagem de enfermeiros licenciados é de apenas dois por cento, estando muito aquém dos 25 por cento recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O Executivo continua a envidar esforços para recrutar, de forma continuada, profissionais de saúde, garantindo qualidade e prestação de serviços humanizados”, declarou a ministra da Saúde, para quem “o sector da Saúde regista progressos”, reflectidos pela redução do número de mortes de crianças com menos de cinco anos e de mães durante o parto.

“Ainda temos muito por fazer e são necessárias acções mais incisivas para continuarmos a crescer e acelerar os esforços para o alcance das metas traçadas pelo Executivo e pelos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, acentuou a ministra da Saúde.

Sílvia Lutucuta deu ênfase a alguns resultados alcançados, como, por exemplo, no domínio dos recursos humanos, em que “foi possível iniciar um processo de in-gresso, promoção e actualização de carreiras de mais de sete mil profissionais de saúde, entre enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e médicos”.

A ministra da Saúde falou também do estatuto remuneratório dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde, integrados nas carreiras de regime especial.

Sílvia Lutucuta convidou a Ordem dos Enfermeiros de Angola e os profissionais de saúde “a associarem-se com entusiasmo e competências no enorme desafio para Angola”, através da dedicação ao serviço público.
Para a ministra, o tema escolhido para este evento – que é “Contribuição da Enfermagem na Promoção da Saúde em Angola – Os desafios do Século XXI” – é significativo para o país.

A titular da pasta da Saúde realçou que a saúde de uma comunidade depende de práticas sanitárias colectivas,
A ministra sublinhou que o desafio do sector da Saúde é ter uma intervenção de maior proximidade e de forma continuada, legitimando o papel do cidadão e da comunidade na construção de ambientes favoráveis à saúde.

“É crucial que cada cidadão seja capaz de reconhecer o quanto o seu comportamento influencia a saúde individual e colectiva”, frisou a ministra Sílvia Lutucuta, que disse ser a saúde um bem da responsabilidade de todos.
“A saúde é um bem necessário para cada um de nós e deve estar ao alcance de todos para o desenvolvimento progressivo do país”, afirmou Sílvia Lutucuta.

No seu entender, a cobertura universal dos serviços de saúde no país passa necessariamente pelo esforço concentrado do Executivo, das organizações sociais e profissionais e dos técnicos dedicados à execução das estratégias e políticas de desenvolvimento já traçadas.

O Congresso dos Enfermeiros de Angola registou a presença de especialistas estrangeiros convidados, provenientes de Cuba, Brasil, Portugal, Moçambique e República Democrática do Congo.

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