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Administrador do Belas acusado de apropriar-se de residências no Bita Tanque

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O que a princípio seria um programa para alargamento do centro hospitalar do Bita, está a levar contornos que deve chamar atenção da PGR.

Segundo denúncias de populares residentes no Bita Tanque, em Luanda, das 38 casas construídas para alojar os moradores que vivem no quintal do posto de saúde do Bita Tanque, 13 casas foram supostamente entregues ao empreiteiro, porque a administração diz que o governo não tem dinheiro para pagar as obras.

O que parecia inexplicável, contam os descontentes, tornou-se mais grave quando outras 12 residências foram ´chamadas´ para a administração, e as restantes seriam então repartidas pelas 19 famílias aí instaladas.

“A administradora adjunta do Belas, Marioneth da Rosa José Cambuandy Cristóvão, é a testa de ferro do administrador, é ela que está a frente de todo este roubo. Às pessoas que deveriam beneficiar das residências ainda nem foram contempladas, mas às casas já estão a ser ocupadas, ou seja, a administração municipal já está a vender a pessoas estranhas ”, denunciaram.

Residências no Bita (Foto: Portal de Angola)

EX-ADMINISTRADORA APODEROU-SE DO ESTALEIRO

Moradores que falaram em anonimato ao Portal de Angola, desconfiam de uma ‘aliança’ entre Godó e Joaquina, e apontam o dedo acusador a antiga administradora, Joana Quintas, que a acusam de vedar o estaleiro como se fosse o seu lado do bolo naquela negociata.

“Como é que se explica que antiga administradora, do nada, aparece e começa a vedar o local onde era o estaleiro? É simples, há conivência entre o administrador Godó e a senhora Quintas”, disseram.

Posto de saúde do Bita (Foto: Portal de Angola)

UM BAIRRO LUANDENSE ESQUECIDO DAS AUTORIDADES

Com cerca de aproximadamente 7 mil habitantes, o Bita Tanque é um bairro potencialmente agrícola e sobrevive, principalmente, de produtos do campo.

“Este bairro anda esquecido pelas autoridades municipais, somos tratados como restos”, disse um jovem de aparentemente 18 anos, que, defende a sua posição por serem obrigados a acarretar água no rio Luei, que dista a 5 quilómetros das residências.

“Há falta de tudo. Não temos água, medicamentos, energia-electrica ou espaços de lazer, como dizer que o governo nos trata bem?”, questionou.

O único centro de saúde do bairro funciona com dois médicos (que trabalham uma vez por semana) e 5 técnicos de saúde. As consultas médicas são realizadas apenas aos dias semana, uma vez que os médicos e técnicos não trabalham durante o fim-de-semana. Para agravar ainda mais a situação, o centro não possui serviços de maternidade, e as parturientes são obrigadas a andar centenas de quilómetros para serem consultadas.
Numa zona sem serviços de transportes público, os famosos “kupapatas” são os heróis da comunidade no que a mobilidade de pessoas e bens diz respeito.

ADMINISTRADOR ‘DESAPARECE DO RADAR’

A nossa equipa de reportagem contactou o administrador do Belas, Mateus da Costa “Godó”, via telefónica, na semana passada, e este garantiu que daria a sua versão na segunda-feira, 11 ou terça, visto que estava empenhado numa actividade em prol do aniversário dos Camaradas. Porém, segunda-feira tornamos a ligar e mandar uma sms. Não fomos respondidos durante o dia, até que, por volta das 17h00, o edil do Belas, retornava garantido que quarta-feira às 10h00 estaria pronto para nos receber. No dia indicado, portanto hoje, quarta-feira, 12, postos no local, fomos informados pela secretária de “Godó” que o mesmo estava ausente da administração. Retornamos a chamar e enviar sms mas…sem sucesso.

Divisão entre o estaleiro e as residências no Bita (Foto: Portal de Angola)

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