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Cuando Cubango: INEFOP coloca no mercado mais de 700 profissionais

Setecentos e 45 cidadãos de ambos os sexos foram formados em diversos cursos profissionais desde Janeiro a Dezembro do ano em curso, no Cuando Cubango, através do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP).

Os dados foram avançados sexta-feira, à Angop, em Menongue, capital do Cuando Cubango, pelo chefe dos serviços profissionais da instituição, Simão Inácio, na cerimónia que marcou o encerramento do ciclo de formação-2018.

Simão Inácio afirmou que os jovens que foram lançados no mercado de emprego estão formados nos cursos de alvenaria, canalização, contabilidade, carpintaria, corte e costura, electricidade, empreendedorismo, Inglês, Informática, mecânica, secretariado, sestão e serralharia.

Fez saber que os cursos referenciados são ministrados no Centro Integrado de Emprego e Formação Profissional de Menongue, com maior número de finalistas nos pavilhões de Artes e Ofícios do Cuchi, Cuito Cuanavale e Centro Móvel de Menongue.

Foram assim matriculados, ao longo do ano formativo, mil e 293 formandos, sendo 939 do sexo masculino e 354 do sexo feminino, destes terminaram com êxito 550 do sexo masculino e 195 do sexo feminino, com a excepção dos cursos de culinária e pastelaria por falecimento da formadora.

448 formandos desistiram por várias razões, como a incompatibilidade do horário da formação profissional com o académico, pouca valorização da formação profissional por parte da juventude, entre outras.

Enalteceu o esforço dos 14 formadores que asseguram a instituição, facto que tornou possível e com o sucesso o término dos cursos profissionais referenciados.

Na ocasião, o secretário-geral do governo provincial, João Chamba, reconheceu que o centro de formação tem disponibilizado, anos pós anos, uma formação de qualidade, visando facilitar a sua integração na vida activa e melhorar as suas condições para a manutenção do emprego.

Disse ser necessário que o cidadão tenha um conhecimento profissional, por formas a exercer, com dignidade e profissionalismo, qualquer actividade no seu dia-a-dia.

Finalistas

A falta de emprego ou estágio nas empresas públicas e privadas depois da formação profissional foi apontada, em Menongue, capital do Cuando Cubango, como um dos factores que desmotiva os jovens no engajamento nesta vertente formativa.

Em declarações à Angop, o finalista do curso de serralharia, Mateus Cambinda, de 28 anos de idade, disse que nos últimos anos o estágio tem sido limitado por parte das empresas, o que impossibilita a inserção adequada no mercado de trabalho.

Admitiu que, por este facto, muitos não contribuem com seu saber depois da formação profissional, por falta de políticas viáveis que concorrem para a diminuição do índice de desemprego na cidade de Menongue e não só.

Segundo o formando, os profissionais de canalização, serralharia e Mecânica são os principais alvos pelas empresas, diferente de empresas de electricidade, informática e pastelaria.

Um outro finalista, que pediu anonimato, solicitou das entidades competentes uma atenção mais redobrada aos finalistas de diferentes cursos, tão logo terminem, para que possam dar o seu auxílio no combate ao desemprego, na diversificação da economia e no próprio desenvolvimento do país.

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