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Polícia e Serviço Penitenciário têm mais viaturas operacionais

O ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares, entregou ontem, em Luanda, 96 viaturas operacionais ao Comando Geral da Polícia Nacional e 10 ao Serviço Penitenciário, avança o Jornal de Angola.

A cerimónia de entrega dos veículos, destinados ao reforço da capacidade operativa em todas as províncias, decorreu na Unidade Operativa de Luanda, onde estiveram presentes o segundo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-chefe Salvador Rodrigues, e o director-adjunto do Serviço Penitenciário, comissário Baptista Francisco.

No lote de 96 viaturas para a Polícia Nacional estão 86 de marca Toyota Land Cruiser e 20 ligeiras, devendo estas ficarem na província de Luanda para serem utilizadas em acções de patrulhamento no casco urbano.

Em declarações à comunicação social, o ministro do Interior informou que a entrega dos meios é resultante do facto de as forças do Ministério do Interior estarem envolvidas em operações destinadas à protecção dos recursos naturais, como o diamante e a madeira.

O ministro Ângelo Veiga Tavares assegurou que os efectivos estão a exercer um maior combate aos crimes violentos, visando a reposição da autoridade do Estado.

“A Polícia Nacional precisa de estar reforçada”, reconheceu o ministro do Interior, acentuando que o “combate ao crime não é fácil”.

A uma pergunta sobre o estado das infra-estruturas dos órgãos operativos do Ministério do Interior, Ângelo Veiga Tavares disse estarem, por exemplo, em construção mais esquadras e 11 estabelecimentos prisionais.

O ministro do Interior ex-plicou que a crise económica e financeira está a comprometer a conclusão das obras e acentuou que o Ministério das Finanças está a fazer um esforço para que, no próximo ano, as obras em curso sejam concluídas. O titular da pasta do Interior disse acreditar que, com mais 11 estabelecimentos prisionais, vai ser ultrapassada a superlotação das cadeias.

Quando lhe foi pedido para fazer um comentário sobre a “Operação Resgate”, o ministro do Interior disse que o resultado alcançado até agora é positivo.

O ministro do Interior lembrou que a “Operação Resgate” não se resume ao combate ao desordenamento do comércio ambulante. “É muito mais do que isso”, disse o ministro, acentuando ter havido um reforço do combate aos crimes violentos.

“Comparado com o período anterior à “Operação Resgate”, houve uma diminuição de 140 crimes violentos”, revelou Ângelo Veiga Tavares. A venda de acessórios de viaturas e de telemóveis não podem ser feita em mercados informais, mas em locais certificados, acrescentou o ministro do Interior.

O ministro mencionou o rebuliço registado segunda-feira na Gajajeira, em Luanda, onde foi registada uma movimentação de vendedoras que protestavam contra a retirada, por agentes do Serviço de Fiscalização, de mercadorias das “casas de processo”, na sequência da decisão da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda de proibir o comércio informal naquela zona do bairro São Paulo.

O ministro do Interior reconheceu que foi uma acção “menos correcta de alguns efectivos da Fiscalização, com suporte de elementos da Polícia Nacional”, mas abriu um parênteses para dai dizer que as mercadorias foram depois restituídas às suas proprietárias. Ângelo Veiga Tavares assegurou que vão ser tomadas medidas disciplinares contra os efectivos.

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