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Primeira-Ministra da Noruega é recebida hoje pelo Presidente

Jornal de Angola

Erna Solberg (DR)

A Primeira-Ministra da Noruega, Erna Solberg, inicia hoje uma visita de trabalho de um dia a Angola a convite do Chefe do Estado, João Lourenço, para reforçar a cooperação entre os dois países.

Erna Solberg é recebida hoje no Palácio Presidencial da Cidade Alta pelo Presidente da República. De acordo com o comunicado de imprensa da Casa Civil do Presidente da República, Erna Solberg rende homenagem ao primeiro Presidente de Angola António Agostinho Neto, no memorial erigido em sua memória no Largo da Independência.

O Chefe de Estado angolano oferece um almoço à chefe do Governo do Reino da Noruega, antes de deixar o palácio da Cidade Alta, para as actividades no Centro de Apoio à Pesca Artesanal, à Ilha de Luanda, nomeadamente um encontro com a comunidade piscatória e um festival de gastronomia e cultura dos dois países.

Horas depois, a Primeira-Ministra da Noruega participa no Fórum de Negócios Angola-Noruega virado para o conhecimento do potencial de cooperação empresarial entre os dois mercados, onde a dignitária deve proferir um discurso.

Está igualmente agendada uma visita da chefe do Governo norueguês à sede da missão diplomática do seu país em Angola, local onde se reunirá, em mesa redonda, com estudantes, académicos e elementos da sociedade civil.
O programa oficial terminará com uma recepção oferecida pela Primeira-Ministra norueguesa ao corpo diplomático e representantes de organizações internacionais, sob o tema “Uso sustentável dos oceanos”.

O Reino da Noruega lançou a iniciativa “Economia oceânica sustentável” destinada a aumentar a consciencialização internacional sobre o facto de que o uso sustentável dos oceanos e a manutenção de um bom estado ambiental podem levar a uma significativa criação de valor e capacitação para atender a algumas das mais vitais necessidades do mundo, no futuro.

Em Junho, Angola e a Noruega assinaram, em Oslo, um memorando sobre consultas políticas bilaterais. O ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e a sua homóloga dos Negócios Estrangeiros, Ine Eriksen Soreide, subscreveram o instrumento jurídico de cooperação mútua.

Ao discursar no final da cerimónia de assinatura do memorando sobre consultas políticas, Manuel Augusto apresentou os desafios traçados pelo Presidente João Lourenço, para relançar a economia e desenvolver o país. Manuel Augusto afirmou que, para o Presidente João Lourenço, a abertura ao comércio é vital para o desenvolvimento em Angola e pode melhorar a qualidade de vida dos cidadãos no país.

“O Governo angolano está apostado na transparência e na boa governação. Para atrair investidores, estamos a eliminar barreiras migratórias, com a facilitação de vistos de entrada a investidores e turistas estrangeiros. Queremos relançar a economia e criar mais empregos”, afirmou.

O ministro esclareceu que Angola precisa de diversificar a economia afectada fortemente pela queda do preço do petróleo no mercado internacional e afectou a arrecadação de receitas para o Orçamento Geral do Estado.
“O Presidente João Lourenço está empenhado em fazer reformas políticas e económicas, para concretizar as promessas eleitorais feitas aos angolanos.

Neste aspecto, o Governo já identificou áreas estratégicas para os próximos anos e, entre elas, está a manutenção da unidade e coesão nacional, a consolidação da democracia e das instituições do Estado, assegurar as bases para desenvolvimento e a consolidação financeira”, disse.

Manuel Augusto declarou que o Executivo pretende encorajar o sector privado, sobretudo jovens empreendedores e reforçar a competitividade de Angola a nível internacional. Para materializar isso, segundo o chefe da diplomacia, o país vai precisar de desenvolver a economia, apostar nos sectores da agricultura e da indústria, energia e na formação de recursos humanos.

O ministro pediu a ajuda da Noruega, para, disse, “sermos capazes de alcançar a diversificação da nossa economia e o desenvolvimento a curto prazo”.

Angola é, a nível de África, um dos parceiros económicos mais importante da Noruega. Além do sector dos petróleos, os dois países estabelecem relações de cooperação nos domínios da Energia, Pesca e da Justiça.

No sector privado, aquele país criou um fundo de, aproximadamente, 50 milhões de dólares para investir nas companhias petrolíferas angolanas, de modo a aumentarem os níveis de produção e, deste modo, captar-se mais investimentos. Angola e Noruega estabeleceram as suas relações em 1977.

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