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Preço do petróleo dispara mais de 5%

Jornal Económico

Analistas dizem que o aumento dos preços fica a dever-se à trégua comercial acordada entre a China e os Estados Unidos. A saída do Qatar do perímetro da OPEP deverá provocar novas mexidas nos preços.

Os preços do petróleo subiram mais de 5% esta segunda-feira, depois de os Estados Unidos e a China concordarem numa trégua de 90 dias no quadro da guerra comercial entre ambos os países, e antes da reunião desta semana dos países de produtores da OPEP, que devem decidir cortar na produção.

O petróleo WTI subiu 2,92 dólares por barril, para os 53,85 dólares, um aumento de 5,7%, antes de cair para os 53 dólares, enquanto o Brent subiu 5,3% (3,14 dólares), para os 62,60 dólares, para depois estabilizar nos 61,60 dólares.

“Da Argentina a Alberta, as notícias do mercado de petróleo são sobre contingências de fornecimento”, disse Norbert Rücker, chefe de pesquisa de commodities do banco suíço Julius Baer, citado pela agência Reuters. “Um ânimo no mercado vai provavelmente ampliar a alta dos preços de hoje a curto prazo”, disse ainda.

O petróleo WTI não foi incluído na lista de produtos que enfrentam tarifas de importação, mas traders disseram à Reuters que o sentimento positivo proveniente da trégua está a impulsionar os mercados de petróleo bruto.

A alta do petróleo também aconteceu depois do anúncio feito pela província canadiana de Alberta de que forçaria os produtores a reduzir a produção em 8,7%, ou 325 mil barris por dia, para lidar com a acumulação de petróleo.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo reúne a 6 de dezembro para decidir a política de produção. O grupo (mais a Rússia) deve anunciar cortes destinados a refrear um excedente de produção que derrubou os preços do petróleo em cerca de um terço desde outubro.

Recorde-se que, entretanto, o Qatar, o maior exportador de gás natural do mundo, anunciou que deixará a OPEP a partir de janeiro porque quer “focar-se no negócio de gás”, segundo diz o governo oficialmente.

O Qatar mantém-se sem relações diplomáticas com os seus vizinhos na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito desde junho de 2017, porque estes quatro países acusam Doha de patrocinar o terrorismo.

Após a rutura das relações diplomáticas, o Qatar anunciou planos para aumentar a sua produção de gás natural de 77 para 100 milhões de toneladas por ano nos próximos anos. O Qatar, que é membro da OPEP desde 1961, é o maior exportador de gás natural do mundo, com cerca de 128.645 milhões de metros cúbicos por ano, segundo a organização.

A decisão do Qatar, apesar de inesperada, não surpreende os analistas, uma vez que o pequeno país está ‘emparedado’ entre países que o hostilizam há mais de um ano e que prometeram que continuariam as ações contra aquilo que dizem ser o apoio do país ao terrorismo.

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