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Comandante denuncia tentativa de sabotagem da “Operação Resgate”

O País

O Comandante Nacional da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, garantiu em entrevista ao OPAÍ S que a Operação Resgate prossegue a bom ritmo e de forma mais abrangente

Em declarações ao OPAÍS, à margem da VI Reunião Ordinária do Comité Central do MPLA, o comandante da Polícia Nacional garantiu que a “Operação Resgate” não abrandou e que continua de forma mais abrangente. Paulo de Almeida denunciou ter havido, no início, tentativa, frustrada, de sabotar a operação. “No início houve, talvez, pouco esclarecimento dos reais objectivos da operação.

As pessoas estavam um pouco cépticas e também houve uma certa influência tendenciosa de frustrar a operação, daí que registou-se uma certa hesitação de muitos cidadãos na sua adesão”, disse O responsável acha que a operação está a ser melhor aceite e que as pessoas sentem que veio para proporcionar melhor organização e sentimento de segurança, bem como combater algumas “incivilidades”. Paulo de Almeida afirmou que a operação já se estendeu para todo o país e que a população está melhor informada. “Mas, sobretudo, o que se pretende é resgatar a autoridade do Estado e os nossos valores”, disse.

O Comandante da Polícia Nacional acredita ser necessário retirar a ideia de que a “Operação Resgate” é para combater os vendedores ambulantes ou pequenos comerciantes, pois o objectivo é que a comercialização de produtos seja feita em locais apropriados e que os comerciantes estejam devidamente legalizados. A referida operação não se destina somente aos cidadãos, mas também às instituições do Estado que têm compromisso com os cidadãos. “Têm de criar condições, facilitar e desburocratizar situações”, referiu. Paulo de Almeida desmentiu as informações postas a circular nas redes sociais segundo as quais a Polícia prevê multar cidadãos que forem comprar na via pública, sobretudo nos engarrafamentos ou que criarem constrangimentos no trânsito.

“Eu não confirmo. Na operação que coordeno não recebi nenhuma afectação neste sentido”, esclareceu. Pelo que o OPAÍS apurou, está agendada para a próxima semana a apresentação do balanço da operação que teve início a 6 de Novembro. Na Centralidade do Kilamba alguns dos moradores explicaram ao nosso jornal que receberam uma notificação do Serviço de Migração e Estrangeiros, direccionada aos cidadãos estrangeiros, para uma palestra agendada para hoje, Sábado, no quarteirão P.

O Ministério do Interior procedeu formalmente ao lançamento da “Operação Resgate”, a 30 de Outubro do corrente, em Luanda. Porém a operação começou a ser efectivamente implementada a 6 de Novembro último. Na altura do lançamento, o ministro do Interior explicou que a operação tem como objectivo o reforço da autoridade do Estado em todos os domínios, com a implementação de medidas que visam a redução de factores que desencadeiam a desordem e insegurança na sociedade. Entre estas medidas consta a proibição de venda de produtos não autorizados nos mercados informais.

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