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Mélenchon e Le Pen pedem eleições em França

Expresso

Reunião extraordinária do governo francês no Palácio do Eliseu já terminou mas não há lugar a qualquer comunicação. Extrema-direita e extrema-esquerda exigem o regresso às urnas.

A Liga dos Direitos do Homem considera inadequada a adopção do Estado de Emergência, uma das medidas preconizadas pelo Ministro do Interior, Christophe Castaner, para lidar com a violência que tem surgidos nos últimos fins de semana devido a acções encetadas pelo movimento dos “coletes amarelos”. “O governo já dispõe de meios legais consideráveis devido à recente integração no direito comum de poderes excepcionais. O diálogo democrático não se estabelece usando métodos que atentam contra o direito de manifestação e que podem ser entendidos como formas de criminalizar o movimento social”, lê-se no comunicado da LDH.

A declaração do Estado de Emergência pode resultar da reunião que o Presidente de França, Emmanuel Macron, manteve hoje a partir das 10h50 (hora de Lisboa) no Palácio do Eliseu após regressar de Buenos Aires, onde esteve ontem como membro do G20. Nenhum anúncio foi tornado público após a reunião, onde também estiveram o ministro do Interior, Christophe Castaner, o secretário de Estado do Interior, Laurent Nuñez, e o ministro da Ecologia, François de Rugy. As agências Reuters e AFP estão a noticiar que Macron se remeterá ao silêncio ao longo deste domingo.

Após o encontro, Macron foi visto a passear nalgumas das artérias de Paris mais afectadas pela violência. Segundo o jornal “Le Monde”, a comitiva tem sido apupada, sendo muito poucos os parisienses que aplaudem à sua passagem.

Na France 3, Marine Le Pen, a líder da extrema-direita, assegurou que “não via como sair por cima” desta situação, apelando à realização de eleições: “é preciso dissolver a Assembleia Nacional para que tenham lugar eleições segundo o método proporcional”. Jean-Luc Mélenchon, o líder da França Insubmissa extrema-esquerda, também reivindicou, na BFM TV, novas eleições e a anulação da subida do preço dos combustíveis anunciada pelo Governo. Também Gérard Larcher, presidente do Senado e dirigente do partido Os Republicanos, recomendou uma moratória sobre a medida que prevê o aumento dos impostos sobre os combustíveis, que deveria entrar em vigor no início do próximo ano. “O governo não tem o direito de provocar um terceiro sábado negro” disse no ao longo da emissão do programa Grande Júri da RTL-LCI-“Le Figaro”, ao mesmo tempo que exigia uma resposta do executivo perante a crise instalada, lamentando os danos provocados à república francesa.

Durante os motins que ontem se verificaram, o Arco do Triunfo foi assaltado e as suas instalações viram-se pilhadas por alguns manifestantes. O mesmo sucedeu a outros edifícios simbólicos da república como o Jardim das Tulherias. “Macron Démission” é a palavra de ordem, escrita em várias paredes, do movimento dos “coletes amarelos”.

O Ministério do Interior francês declarou que os acontecimentos de ontem provocaram 263 feridos em todo o país, entre os quais 81 elementos das forças de segurança. No território francês foram detidas 682 pessoas, das quais 412 em Paris.

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